Governo Trump planeja cobrar de big techs o custo de energia para IA

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Plano prevê que empresas arquem com construção de novas usinas

O governo dos Estados Unidos quer que as gigantes da tecnologia paguem pela energia extra que consomem com inteligência artificial. A medida tem como objetivo impedir que a conta de luz fique mais cara para a população devido à alta demanda dos data centers.

A administração federal anunciou que vai solicitar à PJM Interconnection, operadora da rede elétrica na Costa Leste, a realização de um leilão de emergência. O plano convida empresas de tecnologia a assinarem contratos de 15 anos para financiar nova geração de eletricidade.

O leilão pretende arrecadar fundos para a construção de novas usinas de energia, estimadas em US$ 15 bilhões. Pela proposta, as empresas de tecnologia devem pagar pela energia contratada durante todo o período, mesmo que não utilizem a eletricidade.

Governadores de estados como Virgínia, Maryland, Ohio e Pensilvânia apoiam a reformulação do fornecimento. O secretário de Energia, Chris Wright, e o secretário do Interior, Doug Burgum, também defendem a iniciativa para garantir estabilidade na receita das novas usinas.

O governador da Pensilvânia, Josh Shapiro, destacou a necessidade de proteger os moradores de custos elevados. “Tenho trabalhado com meus colegas governadores e autoridades federais de energia para pressionar a PJM a fazer as reformas necessárias, e fico feliz que a Casa Branca esteja seguindo o exemplo da Pensilvânia e adotando as soluções pelas quais temos lutado.”

Donald Trump utilizou sua rede social para reforçar que os cidadãos não devem arcar com os custos da expansão tecnológica. “Eu não quero que os americanos paguem contas de eletricidade mais altas por causa dos data centers.”

O presidente reconheceu a importância do setor para o país, mas cobrou autonomia financeira das companhias. “Somos o país mais ‘quente’ do mundo e o número um em IA. Os data centers são essenciais para esse crescimento e para manter os americanos livres e seguros, mas as grandes empresas de tecnologia que os constroem precisam ‘se sustentar’.”

Empresas reagem e consumo preocupa

A Microsoft anunciou uma iniciativa para evitar o repasse de custos aos consumidores residenciais, comparando a expansão da IA a obras históricas de infraestrutura. A empresa afirmou que vai colaborar com os serviços públicos em relação aos preços da eletricidade.

Brad Smith, vice-presidente da Microsoft, comentou sobre a aceitação dos data centers nas vizinhanças. “As comunidades valorizam novos empregos e a receita do imposto predial, mas não se isso vier acompanhado de contas de luz mais altas ou abastecimento de água mais restrito.”

O consumo de recursos pelas empresas de tecnologia segue em alta, com investimentos de US$ 399 bilhões em infraestrutura previstos apenas para 2025. Uma pesquisa nacional apontou que dois terços dos americanos acreditam que a inteligência artificial encarece suas contas de luz.

Além da energia, a demanda por água para resfriamento dos servidores gera alertas. Na cidade de The Dalles, no Oregon, autoridades buscam novas fontes de água, já que os centros de dados do Google consomem um terço do abastecimento local.

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