Robô autônomo enfrenta furacão e coleta dados de dentro da tempestade

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Microrrobôs resistem ao furacão Humberto

A startup britânica Oshen alcançou um marco técnico importante ao utilizar robôs autônomos para monitorar tempestades severas. Unidades do modelo C-Star foram lançadas no Oceano Atlântico durante a temporada de furacões e conseguiram operar em condições extremas.

Três desses robôs sobreviveram à passagem do furacão Humberto e enviaram informações contínuas de dentro da tempestade. Esse tipo de coleta de dados a partir do interior de um furacão era algo inédito para veículos não tripulados até o momento.

Como funciona a tecnologia

O C-Star é um microrrobô oceânico desenvolvido para funcionar em rede e aguentar longos períodos no mar. A estrutura compacta foi projetada para resistir até 100 dias em operação, mesmo em águas agitadas.

Cada unidade possui sensores que medem indicadores essenciais para a meteorologia e transmitem tudo via satélite em tempo real. Os principais dados coletados incluem:

  • Velocidade do vento;
  • Temperatura da água e do ar;
  • Pressão atmosférica;
  • Umidade relativa.

Desenvolvimento e origem do projeto

A ideia surgiu quando a fundadora Anahita Laverack participou do Microtransat Challenge, uma competição para cruzar o Atlântico com robôs pequenos. Ela notou que a falta de dados reais sobre o oceano dificultava a navegação autônoma e decidiu criar uma solução própria.

Laverack fundou a empresa em 2022 junto com o engenheiro elétrico Ciaran Dowds, usando as próprias economias. A equipe utilizou um veleiro como laboratório flutuante para testar e melhorar os equipamentos antes do lançamento oficial.

Aplicação prática e futuro

As informações recolhidas pelos C-Stars oferecem uma nova fonte de dados para agências como a NOAA, a administração oceânica dos Estados Unidos. Até agora, os centros de previsão dependiam muito de imagens de satélite e de aviões com tripulação para monitorar essas tempestades.

A empresa agora se estabeleceu em Plymouth, na Inglaterra, e trabalha em parceria com o governo britânico. O objetivo é escalar a produção dos robôs para atender à demanda por melhor vigilância marítima e modelagem oceânica.

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