Dia mundial de trocar sua senha ganha peso com recorde de 23 bilhões de contas vazadas

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A troca de senha deixou de ser apenas uma recomendação técnica e virou uma barreira essencial contra prejuízos financeiros, já que cerca de 23 bilhões de contas digitais foram expostas em vazamentos globais até outubro de 2025. O cenário traz um novo sentido para o Dia Mundial de Trocar Sua Senha, em 1º de fevereiro, data que busca conscientizar usuários sobre a proteção de dados bancários e pessoais.

O Brasil aparece em destaque negativo nos relatórios de segurança e concentrou 84% das tentativas de ataques cibernéticos em toda a América Latina no último ano. Dados da Fortinet mostram que os sistemas brasileiros sofreram 315 bilhões de tentativas de invasão apenas durante o primeiro semestre.

Grande parte dessas violações ocorre porque os usuários mantêm padrões de acesso previsíveis. A sequência “123456” foi a senha mais usada no mundo pelo sexto ano consecutivo, com mais de 21 milhões de ocorrências detectadas pela NordPass. Ferramentas automatizadas conseguem quebrar esses códigos em poucos segundos.

Brasileiros insistem em combinações fáceis

O comportamento de risco se repete no país com o uso frequente de termos como “mudar123”, “escola1234” e “gvt12345”. Especialistas explicam que o problema não está apenas na criação de senhas fracas, mas também na reutilização da mesma combinação por anos em diferentes sites e aplicativos.

Kenneth Corrêa, professor da FGV, avalia que a população ainda não enxerga o perigo real dessas escolhas. “A criação de senhas simples não resulta de uma escolha consciente, mas da ausência de associação entre credenciais frágeis e crimes digitais reais.”

Essa fragilidade afeta diretamente o bolso dos usuários, especialmente com o aumento de ataques ao setor financeiro. Um vazamento em uma fintech expôs mais de 25 mil chaves Pix em março de 2025 e, meses depois, dados bancários de 11 milhões de pessoas foram comprometidos em outro incidente.

Medidas para proteger suas contas

A identidade digital exige hoje o mesmo cuidado dado a documentos físicos e cartões de crédito. Fernando Corrêa, CEO da Security First, reforça que uma credencial segura deve ter pelo menos 15 caracteres e misturar letras, números e símbolos.

Confira as principais recomendações para reduzir os riscos de invasão:

  • Ative a autenticação em dois fatores: Priorize aplicativos autenticadores em vez de códigos por SMS, que são vulneráveis a clonagem de chip.
  • Use senhas únicas: Nunca repita a mesma senha em serviços diferentes para evitar que um vazamento comprometa todas as suas contas.
  • Adote gerenciadores de senhas: Essas ferramentas criam e salvam códigos complexos automaticamente, dispensando a necessidade de memorizar tudo.
  • Faça trocas periódicas: Mude as senhas de aplicativos bancários a cada três meses e as de e-mails a cada seis meses.
  • Monitore vazamentos: Verifique se seu e-mail apareceu em bases vazadas e troque a credencial imediatamente caso o serviço sofra algum incidente.
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