Ascensão dos personagens digitais no marketing
Os influenciadores gerados por inteligência artificial se consolidam como a grande aposta das redes sociais em 2026. O mercado desses personagens deve atingir quase US$ 50 bilhões até 2030 e representa um salto enorme frente aos US$ 8 bilhões estimados anteriormente pela consultoria Grand View Research.
O Brasil aparece como protagonista nesse cenário através da Lu, do Magalu, que acumula mais de 30 milhões de seguidores e lidera rankings mundiais de faturamento publicitário. Nos Estados Unidos, a personagem Lil Miquela também mostra a força do setor ao fechar contratos com empresas como BMW, Prada e Calvin Klein.
Benefícios para empresas e criadores
A principal vantagem dessas personas digitais é a capacidade de produzir conteúdo sem as limitações humanas, como cansaço ou problemas de saúde. Executivos do setor apontam que as marcas buscam esses perfis pelo menor risco de crises de imagem e pela agilidade na entrega de materiais para as plataformas digitais.
Celebridades brasileiras já investem em versões virtuais de si mesmas para complementar a presença online e reduzir a carga de trabalho das equipes. A tecnologia avançou ao ponto de dar “cérebros digitais” a esses bonecos, permitindo que eles conversem com fãs e auxiliem em vendas de forma personalizada.
Tendências e aceitação do público
O público tem aceitado bem a interação com avatares, mas a preferência atual recai sobre visuais que não tentam imitar a realidade com perfeição. Especialistas acreditam que fugir do hiper-realismo ajuda a manter a transparência e a confiança dos usuários em um ambiente cada vez mais digital.
A expansão desse formato ganha força com exemplos vindos da China, onde influenciadores virtuais já participam de transmissões ao vivo que geram vendas milionárias. O desafio agora é equilibrar a inovação tecnológica com a autenticidade para garantir que esses ativos continuem relevantes no futuro.

