Levantamento aponta crescimento superior a 100% em fusões e aquisições liderado por mídia e entretenimento
A indústria de tecnologia aplicada ao esporte registrou em 2025 o maior volume financeiro de sua história. O setor acumulou cerca de US$ 200 bilhões em negociações ao longo do ano, conforme aponta um levantamento anual da Drake Star.
Esse montante considera mais de mil transações anunciadas, incluindo fusões, aquisições e rodadas de investimento. O grande motor desse crescimento foi a consolidação do mercado, com operações de compra e venda somando US$ 156 bilhões em aproximadamente 450 acordos globais.
Principais negociações do ano
O segmento de mídia e direitos de transmissão liderou o fluxo de dinheiro. A movimentação mais expressiva foi a proposta de compra da Warner Bros. Discovery pela Netflix, estimada em US$ 82,7 bilhões.
No universo dos jogos digitais e apostas, a atividade financeira também foi intensa com a participação de fundos soberanos. A maior transação dessa área envolveu a aquisição da Electronic Arts pelo Fundo de Investimento Público da Arábia Saudita, em parceria com a Silver Lake, por US$ 55 bilhões.
Outros destaques financeiros incluem:
- PrizePicks: comprada pela Allwyn por US$ 4,15 bilhões no setor de fantasy sports.
- DAZN: levantou US$ 2,4 bilhões em financiamento privado para disputar direitos de transmissão.
- NEP Group: garantiu US$ 700 milhões para investir em infraestrutura de transmissões ao vivo.
Mercados de predição e vestíveis
Os chamados mercados de predição ganharam protagonismo e atraíram capital relevante. A Polymarket captou US$ 2,2 bilhões, incluindo aporte da Intercontinental Exchange, enquanto a Kalshi levantou cerca de US$ 1,5 bilhão.
Operadores tradicionais reagiram a essa tendência com aquisições estratégicas. A DraftKings comprou a plataforma Railbird por aproximadamente US$ 250 milhões para competir nesse novo território de previsão de resultados.
No campo da performance física, empresas de dispositivos vestíveis e análise de dados mantiveram o crescimento. A Oura, fabricante de anéis inteligentes de saúde, recebeu US$ 900 milhões em investimentos e atingiu uma avaliação próxima de US$ 11 bilhões.
Ainda nesse setor, a Sony adquiriu participação majoritária na StatSports, que fornece tecnologia de monitoramento para clubes e seleções. A Catapult também se movimentou ao comprar a alemã Impect por US$ 90 milhões para integrar dados táticos em suas soluções.
Novos focos de investimento
O relatório indica um aumento do interesse institucional em áreas antes menos exploradas, como o esporte feminino e o universitário americano. O Monarch Collective finalizou a captação de seu primeiro fundo com US$ 250 milhões voltados exclusivamente para equipes e ligas femininas.
Grandes gestoras globais ampliaram sua presença no setor com veículos dedicados. Casas como Apollo, Ares e KKR somaram mais de US$ 12 bilhões em novos fundos direcionados ao esporte apenas em 2025.

