Hospital de Curitiba investe US$ 3 milhões em equipamentos com IA inéditos na região

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Hospital adota tecnologia inédita com inteligência artificial

O Hospital Cardiológico Costantini, localizado em Curitiba, finalizou a instalação de novos equipamentos de imagem avaliados em US$ 3 milhões. A instituição incorporou um tomógrafo e dois sistemas de hemodinâmica que utilizam inteligência artificial para melhorar exames do coração. Esses modelos são os primeiros do tipo a funcionar na América Latina.

A atualização traz o tomógrafo CT 5300 e máquinas de hemodinâmica Azurion 7, fabricados pela Philips. O grande diferencial é o uso da IA para diminuir a quantidade de radiação necessária durante os exames sem prejudicar a qualidade das imagens. Isso aumenta a segurança tanto para os pacientes quanto para a equipe médica.

Melhorias práticas nos exames

O novo tomógrafo consegue ajustar a dose de raios-X automaticamente e fazer a leitura mais rápida. O sistema resolve limitações técnicas comuns em gerações anteriores de aparelhos.

  • Analisa com precisão pacientes com batimentos cardíacos acelerados.
  • Melhora a qualidade da imagem em pessoas com obesidade.
  • Funciona sem interferências em pacientes com próteses metálicas ou marcapassos.
  • Utiliza câmeras com IA para posicionar o paciente automaticamente, reduzindo o tempo na sala.

O fundador do hospital destaca o impacto direto no atendimento. “A tecnologia precisa estar a serviço da vida. Investir em inteligência artificial aplicada à cardiologia significa oferecer diagnósticos mais precoces, procedimentos mais seguros e decisões médicas mais assertivas, sempre com o paciente no centro do cuidado.”

Procedimentos menos invasivos

No setor de hemodinâmica, voltado para cateterismos e intervenções cirúrgicas, os novos sistemas integram raio-X e ultrassom. Essa combinação auxilia em cirurgias de válvulas e correções estruturais do coração. O equipamento permite usar menos contraste iodado, um líquido necessário para ver as artérias, mas que pode sobrecarregar os rins.

A precisão na navegação de cateteres e colocação de stents também foi aprimorada. “São tecnologias que oferecem mais controle ao médico e mais segurança ao paciente. Conseguimos tratar arritmias, obstruções coronarianas e vasculares, além de atuar em cirurgias e procedimentos estruturais com um nível de precisão que até pouco tempo era impensável.”

O Hospital Cardiológico Costantini atua desde 1998 e funciona também como centro de ensino e pesquisa. A instituição mantém histórico de pioneirismo, ligada à realização da primeira angioplastia coronária da América Latina no final dos anos 70.

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