Microsoft cai após frustração com nuvem
A Microsoft apresentou seus resultados fiscais com números sólidos, mas as ações recuaram 10% diante da exigência elevada do mercado. O segmento de nuvem Azure cresceu 38%, um índice que ficou abaixo da expectativa de reaceleração para 40% que os investidores aguardavam. A empresa justificou que a diferença ocorreu devido à alocação de processadores gráficos (GPUs) para projetos internos, como o assistente de inteligência artificial Copilot.
As projeções para o próximo trimestre indicam um crescimento similar, em torno de 37%, o que frustrou quem esperava um salto maior imediato. A inteligência artificial já representa uma fatia relevante dos resultados, mas a demanda por infraestrutura exige equilíbrio entre projetos próprios e venda de serviços.
Meta dispara com receita de publicidade
A dona do Facebook e Instagram registrou uma alta de 10% nas ações após divulgar uma aceleração em suas receitas no último trimestre de 2025. O negócio principal de publicidade cresceu 24% na comparação anual, impulsionado por um aumento de 18% nas interações com anúncios. A aplicação de inteligência artificial no negócio tem ajudado a monetizar melhor o tráfego e aumentar a eficiência.
As margens operacionais caíram para 41% devido ao aumento nos investimentos em infraestrutura tecnológica. A empresa planeja gastar cerca de US$ 125 bilhões em 2026, focando majoritariamente na expansão de centros de dados para suportar o desenvolvimento de IA.
Vendas de iPhone impulsionam Apple
A Apple superou as expectativas do mercado com um avanço de 16% nas receitas totais em comparação ao ano passado. O destaque foi o novo modelo do iPhone, que puxou um crescimento de 23% no segmento de smartphones da companhia. A área de serviços também manteve bom desempenho, com expansão de 14% no período.
A empresa divulgou previsões otimistas para o próximo trimestre, com expectativa de crescimento de receita entre 13% e 16%. Apesar do receio do mercado sobre o aumento no preço de chips de memória, a Apple projeta margens brutas saudáveis, na média de 48,5%.
Tesla sobe com rumor de fusão
As ações da Tesla subiram 4,5% impulsionadas por especulações sobre uma possível fusão com a SpaceX, apesar de resultados financeiros mistos. A receita com a venda de carros caiu 11% devido à desaceleração nos Estados Unidos e mudanças em incentivos fiscais. O ponto positivo no balanço foi a margem bruta de 18% no setor automotivo, que superou as previsões de 14%.
A companhia reforçou suas ambições futuras e planeja investir US$ 20 bilhões em 2026. O foco dos gastos será em capacidade computacional para inteligência artificial, novas fábricas e o desenvolvimento do Cybercab, o táxi autônomo da marca.
Visa mostra estabilidade no consumo
A Visa reportou um aumento de 15% nas receitas e superou as estimativas de lucro, sinalizando que o consumo global segue estável. O processamento de dados foi o principal motor do crescimento, com alta de 17%, enquanto as transações internacionais tiveram desempenho mais tímido. O volume de transações no débito nos Estados Unidos apresentou uma desaceleração em relação ao trimestre anterior.
O que vem por aí
A temporada de balanços continua agitada na próxima semana com a divulgação de resultados de outras gigantes da tecnologia e empresas relevantes. Os destaques incluem:
- Alphabet (Google)
- Amazon
- Palantir
- AMD
- Qualcomm
- Disney
