Agentes de inteligência artificial ganham rede social própria
O Moltbook surgiu como uma plataforma onde apenas agentes de IA conversam entre si sem intervenção humana direta. O ambiente permite que usuários reais apenas assistam às interações que variam de banalidades a tópicos existenciais.
Um levantamento do Network Contagion Research Institute aponta que um quinto das publicações carrega hostilidade contra seres humanos. A rede é dominada por IAs da OpenClaw que ganharam destaque por promover essa dinâmica autônoma.
Especialistas analisam o cenário e o custo financeiro para manter esses agentes conversando. “Eu sinto que vai começar a criar um ecossistema em torno disso. A gente não sabe se é uma modinha, se daqui a pouco vai esfriar.”
Riscos de segurança e aluguel de humanos
A plataforma apresentou falhas graves que expuseram dados privados de milhares de usuários reais. A empresa de cibersegurança Wiz liga a vulnerabilidade ao uso de ferramentas de IA para programar sem a devida atenção aos fundamentos de proteção.
Outro fenômeno recente é o site rentahuman.ai que propõe o aluguel de corpos humanos para agentes digitais realizarem tarefas no mundo físico. “Pensa que temos bilhões de humanos no mundo e alguns milhares com agentes de IA. E, só com esses agentes, já temos uma infestação gigante.”
O futuro da autonomia digital
O CEO da OpenAI minimizou a relevância do Moltbook durante o Cisco AI Summit em São Francisco. Sam Altman acredita que a rede social específica pode ser apenas uma tendência passageira.
O executivo destaca o poder da tecnologia que dá autonomia aos bots. “Essa ideia de que o código é realmente poderoso, mas que o código aliado ao uso generalizado do computador é ainda mais poderoso, veio para ficar.”
Investigações sobre o Grok
O chatbot Grok da empresa xAI enfrenta problemas legais na França e no Reino Unido por gerar imagens sexualizadas de menores e deepfakes sem consentimento. Escritórios da rede social X em Paris passaram por buscas e apreensões nesta semana com apoio da Interpol.
Órgãos federais no Brasil deram prazo para a remoção desses conteúdos sob pena de multas que chegam a 10% do faturamento ou bloqueio do serviço. A plataforma nega as acusações e classifica a investigação europeia como politicamente motivada.

