Volume de negócios cresce com foco em ativos digitais
O mercado de fusões e aquisições no Brasil encerrou 2025 com um total de 1.433 transações realizadas. O setor de tecnologia foi o grande motor desse volume e representou 31,6% de todas as operações fechadas no país.
Os dados consolidados pela PwC indicam uma alta de 6,9% no volume geral em comparação ao ano anterior. Esse resultado mostra uma recuperação gradual e mantém o ritmo de negócios em um patamar elevado, mesmo que ainda esteja abaixo do recorde visto em 2021.
A busca por inovação e ativos digitais colocou a tecnologia muito à frente de outras áreas tradicionais. Enquanto o setor tech somou 453 operações, os demais segmentos tiveram números mais modestos na sequência do ranking:
- Bancos e mercados de capitais: 87 transações;
- Energia e utilidades (power & utilities): 70 transações;
- Agronegócio: 65 transações;
- Serviços de apoio ao negócio: 63 transações.
A concentração geográfica dos negócios continua forte na região Sudeste, que absorveu 67,8% das atividades. O estado de São Paulo se destaca sozinho com mais da metade do total nacional, seguido de longe por Minas Gerais e Rio de Janeiro.
O perfil de quem compra as empresas segue focado em objetivos estratégicos de longo prazo. As companhias nacionais dominam a origem do capital investido, embora o interesse estrangeiro permaneça ativo no cenário econômico.
Entre os investidores de fora, os Estados Unidos lideram com folga a lista de compradores no Brasil. França, Reino Unido e Canadá aparecem logo depois, em um cenário onde a participação internacional se manteve estável sem grandes saltos de crescimento.

