Governo prioriza vídeos em redes sociais durante tempestades

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Gestão de crise foca em imagens e deixa a desejar na resposta prática

O centro do país enfrenta uma sequência dura de eventos climáticos que passou pelo fogo, vento e chegou à água. A atuação da Proteção Civil diante das tempestades recentes mostrou que as lições dos grandes incêndios de 2017 ainda não foram totalmente absorvidas.

A população atingida pelo temporal buscava apoio e organização governamental, mas se deparou com uma gestão que demonstrou falta de preparo e sensibilidade. O foco das críticas se voltou para a produção de conteúdo digital em meio à crise.

Vídeos divulgados pelos gabinetes de ministros como Leitão Amaro e Nuno Melo geraram desconforto e foram considerados inadmissíveis. A estratégia de comunicação teve efeito contrário e passou a sensação de que a promoção pessoal era mais importante que a resolução dos problemas.

Embora o governo de Luís Montenegro não seja culpado pelas mudanças no clima, a postura política em relação ao tema é questionada. Políticos que entregam água para as vítimas muitas vezes são os mesmos que ridicularizam o combate às alterações climáticas.

A gestão da crise pareceu depender mais de bons gerentes de redes sociais do que de planos efetivos de prevenção. Governar exige mais do que filmar o desastre do ângulo correto, pois é preciso antecipação, ciência e investimento estrutural para dar a resposta que o terreno exige.

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Jornalista, Redator, Editor e Social Mídia. Com experiência na administração de redes sociais, Designer Gráfico, elaboração e gerenciamento de sites CMS com especialização em WordPress e Web Service. SEO (Otimização de motores de busca). Mais de 10 anos de experiência com integração em Comunicação e Marketing