Polícia deflagra terceira fase de operação contra ataques virtuais à Unimed

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Investigação mira rede de desinformação

A Polícia Civil de Mato Grosso iniciou a terceira fase da Operação Short Code nesta sexta-feira para combater ataques virtuais contra a Unimed Cuiabá. Os agentes cumpriram quatro medidas cautelares que visam desarticular um esquema de crimes cibernéticos contra a cooperativa de saúde.

O inquérito apura delitos contra a honra como calúnia, difamação e injúria, além de uso de identidade falsa e associação criminosa. As ordens judiciais foram executadas em Cuiabá e nas cidades goianas de Aparecida de Goiânia e Morrinhos com o apoio da polícia local.

Bloqueio de sites e proibições

A Justiça determinou que os investigados estão proibidos de manter qualquer tipo de contato ou comunicação com as vítimas. Também foi ordenada a desativação imediata de sites e perfis em redes sociais usados para espalhar os ataques sob pena de multa diária caso a decisão não seja cumprida.

Os envolvidos não podem publicar ou reativar conteúdos em texto, áudio ou vídeo que citem a Unimed ou seus diretores. Essa medida busca interromper o ciclo de difamação que utilizava a internet para atingir a reputação da atual gestão da empresa.

Uso de tecnologia para ataques

As investigações apontaram o uso de uma rede estruturada para o envio massivo de mensagens SMS através de serviços de “short codes”. Essa tecnologia consiste em números curtos de telefone, normalmente usados por empresas para campanhas de marketing e atendimento ao cliente.

O grupo utilizava esses códigos para atrair médicos cooperados a acessar um site específico com informações falsas. O conteúdo disseminado continha acusações anônimas contra os diretores da cooperativa e buscava criar instabilidade na gestão.

Histórico da operação

A ação policial teve início em 2024 após a descoberta do site fraudulento e já passou por duas fases anteriores em junho e setembro de 2025. Naquelas ocasiões, a Justiça já havia determinado o bloqueio de páginas na internet e a remoção de perfis sociais ligados à rede de desinformação.

Esta etapa marca o encerramento das investigações sobre os ataques virtuais e os interrogatórios pendentes devem ocorrer nos próximos dias. O relatório final será encaminhado ao Ministério Público, que decidirá sobre o oferecimento de denúncia criminal contra os suspeitos.

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