Cofundadores deixam xAI após fusão com SpaceX e reorganização de times

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Mudanças na estrutura e liderança

Elon Musk realizou uma reorganização na xAI logo depois de unir a startup de inteligência artificial à SpaceX. A mudança resultou na saída de funcionários da empresa, incluindo os cofundadores Jimmy Ba e Tony Wu. O tema foi tratado em uma reunião geral no X (antigo Twitter) na última terça-feira (10) e divulgado oficialmente no dia seguinte.

A reestruturação acontece em um momento de valorização financeira para os negócios de Musk. A xAI agora está avaliada em US$ 250 bilhões (cerca de R$ 1,3 trilhão), enquanto a SpaceX atingiu a marca de US$ 1 trilhão (R$ 5,18 trilhões) após a fusão. O objetivo principal é organizar a operação para que a companhia de foguetes possa abrir suas ações na bolsa de valores até julho de 2026.

Divisão em quatro áreas principais

A empresa foi separada em quatro times específicos para tentar competir com rivais como Google e OpenAI. A meta dessa divisão é aumentar a eficiência e manter a velocidade de crescimento no desenvolvimento de produtos.

Os novos focos de trabalho são:

  • O chatbot Grok;
  • Um sistema para criar códigos de programação;
  • Uma ferramenta para gerar imagens;
  • Um projeto chamado Macrohard.

A iniciativa Macrohard é considerada por Musk a mais importante para o futuro da companhia. Liderado por Toby Pohlen, o projeto tenta usar inteligência artificial para simular o funcionamento de empresas inteiras e executar tarefas digitais complexas, como projetar motores de foguete sem ajuda humana. Musk afirma que a tecnologia da xAI já supera concorrentes em recursos de vídeo e voz.

Números de uso e desafios legais

As ferramentas da empresa apresentam números altos de utilização global. O recurso Imagine produz cerca de 50 milhões de vídeos por dia, enquanto a rede social X alcançou faturamento anual de US$ 1 bilhão (R$ 5,18 bilhões) com assinaturas. O aplicativo conta com 600 milhões de usuários mensais e já foi instalado em mais de um bilhão de aparelhos.

O crescimento rápido trouxe problemas com a justiça em vários países devido ao uso indevido da tecnologia. Estima-se que quase dois milhões de imagens falsas e eróticas (deepfakes) de pessoas reais foram geradas em pouco mais de uma semana. Apesar dos problemas legais, os planos futuros incluem instalar centros de dados no espaço e construir uma fábrica na Lua para lançar satélites de IA.

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