Sanções dos EUA lotam fábricas na China e criam disputa entre IA e celulares

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Bloqueio comercial gera efeito contrário na indústria

O embargo comercial dos Estados Unidos acabou gerando um efeito oposto ao planejado nas linhas de produção da China. A SMIC, que é a maior fabricante de semicondutores do país e parceira na tecnologia 5G, revelou que suas fábricas atingiram 93,5% de taxa de utilização, o que significa operar praticamente no limite físico da capacidade.

Os números confirmam o alerta feito recentemente pelo principal executivo da Intel sobre como as restrições forçaram a China a desenvolver suas próprias capacidades. Como o país se fechou para buscar a autossuficiência, os pedidos do governo e de empresas locais preencheram totalmente as máquinas que antes atendiam clientes globais, fazendo o lucro da empresa crescer 39% em 2025.

Inteligência artificial sufoca produção de celulares

A operação em capacidade total criou um novo dilema interno para a gigante chinesa de tecnologia. A demanda por chips focados em inteligência artificial é tão alta que está ocupando o espaço nas fábricas que deveria ser destinado aos eletrônicos de consumo.

Os executivos da SMIC emitiram um alerta para o mercado neste início de ano sobre os riscos dessa saturação. A prioridade forçada para a IA está prejudicando a aceitação de pedidos para componentes de dispositivos móveis, o que pode gerar escassez ou atrasos no setor de smartphones.

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