Startup usa inteligência artificial para reduzir barulho e liberar leitos de UTI

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Tecnologia contra o barulho hospitalar

O excesso de sons em unidades de terapia intensiva cria um problema conhecido como “fadiga de alarme”, que afeta tanto a equipe médica quanto a recuperação dos doentes. Para resolver essa questão, a startup CalmWave desenvolveu uma plataforma que utiliza inteligência artificial para silenciar alertas desnecessários e integrar dados vitais.

A tecnologia busca organizar o bombardeio de bipes e avisos que deixam médicos e enfermeiros exaustos e estressados. O sistema conecta informações que geralmente ficam isoladas, unindo os dados dos prontuários eletrônicos com os registros das redes de sensores que monitoram o paciente em tempo real.

Essa integração permite criar uma visão unificada do quadro clínico e da linha do tempo dos tratamentos. Com base nisso, o software recomenda ajustes personalizados nos limites para disparo de alertas, fundamentados em evidências clínicas para evitar ruídos que não exigem ação imediata.

O fundador da empresa, Ophir Ronen, destaca que a mudança na gestão dos sons tem um propósito clínico.

“Não se trata apenas de reduzir alarmes. Nós reestruturamos quais alarmes disparam, quando e por quê, e damos aos profissionais de saúde a base clínica que sustenta essa decisão.”

Resultados e previsão de alta

Um estudo piloto realizado com o sistema de saúde Wellstar indicou uma redução de 58% nos alarmes que não demandavam intervenção da equipe. O teste também mostrou que o tempo médio de exposição dos pacientes aos barulhos caiu cerca de dez horas, o que favorece o descanso necessário para a cura.

A empresa anunciou ainda um novo recurso chamado Recovery State, projetado para identificar quando um paciente está pronto para ser transferido ou receber alta. A ferramenta compara o perfil do internado com padrões de recuperação, embora a decisão final continue sendo dos médicos.

O objetivo da novidade é acelerar a liberação de leitos e otimizar os recursos do hospital. Ronen ressalta que a tecnologia traz uma nova perspectiva para o acompanhamento da evolução médica.

“A saúde sempre soube detectar quando algo dá errado. O que nunca teve foi uma forma objetiva e contínua de confirmar quando as coisas estão dando certo.”

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