Empresa assume espaço deixado pela rival no governo dos EUA
O CEO da OpenAI, Sam Altman, confirmou na madrugada deste sábado (28) que firmou um acordo com o Departamento de Defesa dos Estados Unidos. A parceria visa a implementação de modelos de inteligência artificial da empresa na rede classificada militar e ocorre logo após o presidente Donald Trump ordenar o cancelamento de contratos com a Anthropic.
A novidade foi comunicada pelo executivo através da rede social X. “Esta noite, chegamos a um acordo com o Departamento de Guerra para implantar nossos modelos em sua rede classificada.”
O movimento representa uma vitória para a criadora do ChatGPT em uma disputa que envolveu a segurança nacional. O Pentágono classificou a Anthropic como um risco em sua cadeia de suprimentos após a startup exigir garantias de que sua tecnologia não seria usada em armas autônomas ou vigilância em massa.
Termos de segurança e restrições
Altman afirmou que a OpenAI compartilha das mesmas restrições éticas que a concorrente e que os militares aceitaram suas condições. O executivo destacou que haverá salvaguardas técnicas para assegurar o comportamento correto da IA.
Ele detalhou os pontos principais do entendimento com o governo. “Dois de nossos principais princípios de segurança são proibições de uso para vigilância doméstica em massa e responsabilidade humana para uso da força, incluindo para sistemas de armas autônomas.”
Ainda não está claro por que o governo aceitou as exigências da OpenAI enquanto rejeitou as da Anthropic. Membros da gestão Trump criticavam a empresa de Dario Amodei por um suposto excesso de preocupação com segurança.
Bloqueio da Anthropic e reação
A ordem de Trump determina que todos os setores do governo parem de usar a tecnologia da Anthropic imediatamente. O Pentágono terá um prazo de seis meses para remover totalmente os sistemas da startup de seus equipamentos.
A empresa afetada se manifestou na sexta-feira (27) sobre a decisão de ser colocada na lista negra. A Anthropic afirmou estar profundamente triste com a medida e planeja recorrer à Justiça para reverter a determinação do Departamento de Defesa.

