EUA usam IA para definir alvos no Irã e banem empresa parceira

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Ferramentas automatizadas aceleraram ataques

As forças militares dos Estados Unidos atingiram mais de dois mil alvos no Irã nos últimos dias com o suporte de ferramentas de inteligência artificial. O uso da tecnologia acelerou a análise de dados e a seleção dos pontos de ataque, o que permitiu atingir mil alvos apenas nas primeiras 24 horas.

Essa escala representa o dobro da operação realizada no Iraque em 2003, segundo dados do Comando Central dos EUA. A automação encurta o processo que vai da identificação até a autorização do disparo e permite um planejamento em velocidade superior à do pensamento humano.

Como funciona o sistema

O exército utiliza o Maven Smart System para organizar informações vindas de mais de 150 fontes diferentes, como satélites e drones de vigilância. O programa integra o modelo Claude, da empresa Anthropic, para processar esse volume de dados e sugerir os locais exatos para os bombardeios em tempo real.

O planejamento de batalhas que antes levava semanas agora acontece quase imediatamente com essa ajuda tecnológica. A inteligência artificial diminui o tempo de reação do inimigo ao agilizar a identificação e a aprovação legal dos alvos.

Governo proíbe tecnologia da Anthropic

O governo de Donald Trump proibiu o uso dos sistemas da Anthropic em contratos militares na última semana, mesmo com o funcionamento técnico comprovado. O presidente classificou a desenvolvedora como de esquerda radical após divergências sobre o uso militar da IA.

O Exército recebeu um prazo de seis meses para substituir a tecnologia atual por sistemas de outras empresas. As alternativas citadas para a troca incluem a OpenAI e a xAI, que pertence a Elon Musk.

Preocupação com falhas e civis

A rapidez extrema dos ataques gera alertas em grupos de direitos humanos sobre o risco de operadores aceitarem sugestões da máquina sem verificação adequada. O Exército investiga a morte de 165 pessoas em uma escola primária no sul do Irã e apura se houve falha no sistema usado no planejamento.

O Comando Central dos EUA afirma que a tecnologia serve apenas como auxílio e que especialistas humanos continuam responsáveis pela decisão final de atirar. Os militares declaram que a prioridade é proteger civis e usar a ferramenta para dar clareza às decisões dos líderes.

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