Cenário de negócios muda de foco no próximo ano
O mercado brasileiro registrou R$ 234 bilhões em fusões e compras de empresas durante o ano de 2025. O cenário mostra uma mudança importante para 2026, quando as empresas devem focar menos em crescer e mais em organizar as próprias finanças.
A consultoria SWOT Global identificou que os juros altos e as novas regras da reforma tributária são os principais motivos para essa movimentação. Companhias com dinheiro em caixa ganham vantagem para comprar negócios menores com desconto, enquanto empresas endividadas procuram parceiros para não fechar as portas.
Números indicam mercado aquecido
O levantamento aponta 954 negócios fechados até agosto de 2025, o que representa um aumento de 13% em comparação com o ano anterior. O terceiro trimestre teve destaque com 425 operações, puxadas principalmente por investidores locais e fundos privados.
O cenário atual prepara o terreno para o futuro na visão da diretora da consultoria, Maria Cláudia. “De acordo com nossa leitura técnica, 2025 funcionou como formação de pipeline, enquanto 2026 tende a ser o momento em que esse pipeline se transforma em consolidação real, com maior uso de estruturas híbridas, ajustes de preço e cláusulas de proteção regulatória e tributária.”
Mudança nos impostos e juros
A nova forma de cobrança de impostos no Brasil incentiva as empresas a mudarem a estrutura de funcionamento. A criação do imposto unificado faz com que os donos de negócios repensem a linha de produção e a divisão das empresas para pagar menos taxas e evitar riscos.
A expectativa de queda nos juros no próximo ano também ajuda a destravar compras que dependem de empréstimos bancários. O mercado separa agora quem tem força para comprar de quem precisa vender para continuar existindo.
“Em um cenário de reprecificação de risco e maior exigência de governança, o mercado separa empresas capazes de financiar e integrar ativos daquelas que precisam vender para preservar competitividade. Por isso, M&A em 2026 será menos sobre expansão e mais sobre posicionamento estratégico e sobrevivência.”

