A tecnologia precisa das pessoas
O vocalista da banda Iron Maiden subiu ao palco do evento Building the Future em Lisboa para falar sobre inteligência artificial e negócios. Bruce Dickinson se apresentou como empresário para deixar claro que a inovação tecnológica depende de quem a utiliza.
O cantor usou um exemplo recente da própria vida para ilustrar as falhas digitais do dia a dia. Ele não conseguiu entrar na sua nova casa nos Estados Unidos porque o sistema inteligente da porta parou de funcionar.
Esse problema prático mostra que as ferramentas modernas não resolvem tudo sozinhas. A inteligência artificial acelera processos na produção musical, mas não substitui a capacidade humana de criar e imaginar.
Negócios além da música
A carreira do artista fora dos palcos envolve áreas bem diferentes da indústria musical. Ele criou a marca de cerveja Trooper e percebeu que precisava adaptar a receita aos gostos de cada país.
A estratégia se afasta do padrão das grandes marcas globais que tentam manter o mesmo sabor em todos os lugares. Os consumidores não são iguais e a adaptação cultural ajuda a definir o sucesso comercial.
Outro exemplo apresentado no evento envolve o setor de aviação. Dickinson se dedicou a projetos de manutenção de aviões e abriu uma instalação industrial na Alemanha no ano de 2013.
O local emprega cerca de 300 engenheiros e mecânicos para fazer inspeções técnicas profundas nas aeronaves. As equipes usam sistemas digitais no trabalho diário, mas a manutenção depende principalmente da experiência humana.
A vivência em diferentes setores permitiu ao empresário observar o comportamento de profissionais sob pressão. A tecnologia apoia os processos de trabalho, mas a responsabilidade de tomar decisões sempre fica nas mãos das pessoas.

