Espetáculo une inteligência artificial e mitologia africana em nova experiência imersiva

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O que esperar da experiência digital

A peça multimídia Buluku mistura dança ao vivo com inteligência artificial e ambientes virtuais. A estreia acontece nos dias 21 e 22 de março de 2026 no Teatro do Bairro em Lisboa.

O projeto tem foco no público infantil para repensar a forma como as crianças interagem com telas e algoritmos. A ideia é usar as ferramentas digitais na criação de novos mundos que fogem das histórias europeias tradicionais.

O espetáculo integra diferentes recursos técnicos na própria construção da narrativa visual.

  • Videomapping para projetar luzes e transformar o cenário físico
  • Inteligência artificial aplicada na geração de imagens
  • Ambientes digitais que acompanham os movimentos do corpo em tempo real

Tecnologia como linguagem

O artista cabo-verdiano defende o uso das plataformas digitais para questionar os padrões comuns da internet.

“A tecnologia, neste sentido, deixa de ser apenas uma infraestrutura neutra e transforma-se num território simbólico onde novas narrativas podem emergir.”

Inspiração na cosmologia africana

O nome do projeto vem da mitologia do povo Fon, localizado no atual Benim. A palavra representa uma força criadora que dá origem ao universo e depois se retira para deixar a vida seguir seu caminho.

A história acompanha um viajante espacial que atravessa mundos virtuais para explorar temas de ecologia e convivência. A performance ao vivo junta som e luzes digitais para testar novas formas de imaginar o futuro.

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