Superapps e o novo poder financeiro das grandes empresas de tecnologia

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O que são os superapps e como eles funcionam

As plataformas digitais conhecidas como superapps concentram várias ferramentas diárias em um só aplicativo. Esses sistemas integram opções variadas para o usuário:

  • Serviços de comunicação e mensagens
  • Compras em lojas virtuais
  • Chamadas de transporte
  • Serviços financeiros e pagamentos

O modelo surgiu na Ásia com o WeChat e o AliPay, que hoje dominam as transações pelo celular. O dinheiro funciona como uma construção social que as empresas de tecnologia conseguiram incorporar aos seus sistemas.

Isso gera grandes riscos, já que os dados financeiros são sensíveis e as plataformas ganham muito dinheiro com publicidade. O controle dessas informações permite criar ofertas muito personalizadas e explorar as fraquezas dos consumidores.

Em situações extremas, a prática cria uma vigilância financeira. O acesso ao crédito passa a depender do comportamento da pessoa na internet e não apenas da sua renda.

O cenário no Brasil e o futuro do mercado

O poder dessas grandes empresas exige novas regras para garantir a concorrência justa e proteger as pessoas. No Brasil, temos o contraste entre o Pix, que ajudou a incluir mais pessoas no sistema, e o problema crescente das apostas on-line.

O setor bancário também passa por uma grande mudança com o crescimento de marcas como o Nubank. Essas novas opções ficam com os serviços que dão mais lucro e deixam os bancos tradicionais apenas como suporte da operação.

O assunto faz parte das análises do professor Luli Radfahrer na coluna Datacracia. O programa vai ao ar a cada quinze dias nas manhãs de sexta-feira pela Rádio USP.

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