Um vazamento de informações expôs o jornalista Lucas Veloso a um golpe de extorsão. Criminosos tiveram acesso a dados privados do profissional e passaram a exigir dinheiro para não criar falsas acusações contra ele.
O grupo criminoso se passou por donos de uma loja de celulares no Rio de Janeiro para orquestrar o crime. Eles enviaram mensagens com detalhes muito específicos sobre a vida de Lucas, como o número do CPF e o signo chinês dele.
O jornalista gravou um vídeo para relatar o nível de intimidação que sofreu durante a tentativa de golpe.
“Eles tinham informações que eu nunca publiquei. É inacreditável”
A pressão financeira veio acompanhada de ameaças graves contra a reputação do profissional.
“Eles enviaram prints de uma plataforma com todos os meus dados, até meu signo chinês. É um nível… inacreditável”
Lucas registrou boletins de ocorrência, mas não recebeu respostas concretas das autoridades de segurança. As redes sociais também demoraram a agir e derrubaram apenas um perfil falso após as denúncias.
O jornalista detalhou que o racismo estrutural agrava o peso dessas falsas acusações e influencia o julgamento das pessoas na internet.
“No Brasil, quando você é uma pessoa negra, qualquer suspeita de crime rapidamente é associada à sua imagem”
O caso mostra a urgência de melhorar a proteção de dados e criar regras mais firmes para as plataformas digitais. A falta de regulamentação deixa os usuários totalmente vulneráveis a crimes cibernéticos.
Para evitar problemas semelhantes, é necessário adotar medidas básicas de segurança digital. Algumas práticas ajudam a proteger o usuário contra acessos indevidos.
- Evitar fornecer dados pessoais em plataformas não confiáveis.
- Ativar a autenticação de dois fatores nas contas.
A conscientização sobre a proteção de informações online precisa fazer parte da rotina de todos.
“Estamos todos em risco”

