Drone com inteligência artificial localiza pessoas perdidas em áreas remotas

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Tecnologia avalia sinais vitais em tempo real

Pesquisadores da Kennesaw State University nos Estados Unidos criaram um drone autônomo para achar pessoas perdidas. O aparelho usa inteligência artificial, sensores térmicos e câmeras infravermelhas para rastrear locais com acesso complicado.

O líder do laboratório AERO Lab, Adeel Khalid, detalha como o sistema verifica o estado físico da vítima encontrada. A ferramenta envia essas informações na mesma hora para as equipes de socorro.

“Nosso modelo de IA avalia se a pessoa está consciente ou inconsciente e identifica temperaturas anormais que podem indicar estresse térmico, hipotermia ou outras complicações físicas, ou morte – todas informações vitais para uma equipe de busca e resgate.”

As operações de resgate em matas e montanhas crescem no mundo inteiro. O Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro registrou um aumento de 66,7% nas buscas por praticantes de ecoturismo em 2025.

Em Minas Gerais, os desaparecimentos em trilhas subiram 47% em apenas um mês no ano passado. Outros lugares como Taiwan e Reino Unido também lidam com altas constantes nos pedidos de ajuda em áreas isoladas.

O criador do projeto destaca a vantagem da máquina em comparação com as buscas tradicionais feitas a pé pelas equipes. O recurso facilita o trabalho em dias de chuva ou em florestas fechadas.

“Um drone com inteligência artificial pode tornar as operações de busca e resgate significativamente mais eficientes do que enviar equipes de pessoas para realizar buscas a pé, especialmente em condições climáticas adversas ou sob vegetação densa. Os socorristas, ao saberem se uma pessoa está consciente ou inconsciente, também podem se preparar melhor para o resgate e o atendimento médico. Nossa tecnologia pode salvar vidas.”

Novas funções em desenvolvimento

Vários grupos de resgate já usam drones comuns no dia a dia. Esses equipamentos antigos esbarram em barreiras como vegetação espessa e clima ruim para localizar as vítimas.

O novo sistema resolve esse problema ao juntar sensores mais leves que funcionam à noite e analisam as imagens com precisão. O grupo de pesquisa prepara atualizações para deixar a ferramenta mais completa.

  • Reconhecimento de gritos de socorro no meio da mata.
  • Melhoria na clareza das imagens térmicas capturadas.
  • Bateria ampliada para manter o voo por até 14 horas seguidas.
  • Uso de vários drones ao mesmo tempo para compartilhar dados na operação.
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