Inteligência artificial e big techs guiam nova fase da guerra no Oriente Médio

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A guerra movida a dados e algoritmos

Estados Unidos, Israel e Irã travam um conflito onde a inteligência artificial funciona como a arma principal. Empresas de tecnologia fornecem a estrutura em nuvem e os sistemas que definem os alvos militares na região.

O Departamento de Defesa americano investiu 200 milhões de dólares em projetos de inteligência artificial apenas em 2024. Ferramentas de análise processam imagens de satélite e escolhem alvos rodando diretamente nos servidores da Amazon.

O uso dessas ferramentas acelera as operações militares de forma inédita. As forças americanas atingiram mil alvos no Irã logo nas primeiras 24 horas de combate.

Falhas operacionais e alvos civis

A velocidade dos algoritmos gera erros graves que afetam a população civil. Um ataque a uma escola feminina iraniana deixou pelo menos 175 mortos no dia 28 de fevereiro.

Indícios apontam que os oficiais americanos usaram dados desatualizados para definir as coordenadas do bombardeio. O governo dos Estados Unidos nega a autoria da ação militar.

Data centers viram alvos militares

O Irã transformou a infraestrutura digital em seu foco prioritário de resposta. A Guarda Revolucionária Islâmica atacou três instalações da Amazon nos Emirados Árabes Unidos e no Bahrein no dia 1º de março.

A ação derrubou serviços e deixou milhões de pessoas sem acesso a contas bancárias. As forças iranianas ameaçam ampliar os ataques para escritórios do Google, Microsoft e Nvidia localizados em Israel e nos países do Golfo.

O impacto global e a posição do Brasil

Os países árabes abrigam esses grandes servidores porque oferecem energia farta e barata. O governo americano fechou acordos de mais de 200 bilhões de dólares com os Emirados Árabes Unidos em maio de 2025 para construir o maior campus de inteligência artificial fora do país.

Essa expansão global de data centers afeta o Brasil de forma direta. O país atrai as empresas de tecnologia por causa da sua grande oferta de energia limpa e renovável.

A instalação desses servidores em território nacional traz mais do que apenas impactos ambientais. O conflito atual mostra que essa infraestrutura importa também tensões geopolíticas e riscos para a soberania do país.

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