A Meta integrou o Manus aos seus negócios para transformar a inteligência artificial em uma ferramenta de ação direta. O agente criado pela startup chinesa Butterfly Effect consegue instalar programas e navegar na internet de forma autônoma.
A plataforma deixa para trás a fase dos robôs que apenas escrevem textos e foca na execução real de pedidos. O programa quebra a solicitação do usuário em partes menores e distribui as funções entre centenas de agentes independentes.
A arquitetura do sistema inclui suporte a ferramentas comuns de trabalho. A documentação oficial aponta o funcionamento conjunto com diversos aplicativos e serviços.
- Integração com e-mail e calendários do Google
- Acesso a plataformas como Slack e Notion
- Suporte a pagamentos via Stripe
- Conexão com repositórios do GitHub
A desenvolvedora divulgou números expressivos sobre o desempenho da versão mais recente do software. O tempo médio para concluir uma tarefa caiu de quinze para menos de quatro minutos na atualização atual.
A companhia afirma que alcançou 100 milhões de dólares em receita recorrente anual em apenas oito meses de operação. O sistema já gerou mais de 80 milhões de computadores virtuais no mesmo período.
O uso diário do Manus ainda esbarra em problemas práticos e exige paciência. Testes independentes mostram que o robô entra em ciclos infinitos de erro e falha em pedidos simples.
Há registros de travamentos na hora de pedir comida ou reservar uma mesa em restaurantes. O sistema também tem dificuldade para lidar com bloqueios de sites e perde o foco em pesquisas longas.
A base de funcionamento da plataforma mistura modelos de linguagem consolidados como Claude e Qwen. O grande trunfo do projeto é a organização das tarefas por meio de múltiplos comandos simultâneos.
Essa capacidade de orquestração motivou a incorporação do serviço pela dona do Facebook e do Instagram. A gigante da tecnologia agora enfrenta o desafio de garantir segurança e privacidade para liberar o uso corporativo da ferramenta.

