O fim do Carnaval traz um choque de realidade para as marcas nas redes sociais. Muitas empresas ficam em silêncio quase o ano todo, mas tentam engajar de repente durante a festa.
A prática recebe o nome de marketing de oportunidade no mercado. A ação vira um oportunismo barato quando a marca não tem uma conexão real com o tema.
O fundador e CEO da Motivare, Alain S. Levi, avalia o cenário atual com base em seus 30 anos de mercado. “Quem vive de aplauso imediato e não aposta em consistência, amarga sempre o alto preço do silêncio.”
Ele explica que perseguir todas as datas do calendário não gera resultados confiáveis para os negócios. Criar um engajamento vazio é fácil, mas construir o respeito do consumidor exige muito trabalho.
As empresas trocam a construção de um legado sólido por campanhas isoladas. O especialista chama essa atitude de vestir fantasias de cordeiro para parecer uma marca sustentável apenas em momentos específicos.
O marketing verdadeiro exige fôlego para lidar com a rotina diária. A participação em um grande evento precisa refletir as ações da empresa nos outros 365 dias do ano.
Os valores das marcas precisam gerar valor prático para a sociedade. “Se você prega diversidade no Carnaval, como está o seu RH em julho?”
O jogo do legado não premia quem tem o carro alegórico mais bonito. A vitória fica com a empresa que se mantém relevante quando o público volta para casa.

