O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) anunciou novas ferramentas digitais e parcerias com grandes empresas de tecnologia. O objetivo principal das ações envolve barrar o comércio irregular de obras de arte e antiguidades em sites de vendas na internet.
As novidades apareceram durante o II Simpósio Brasileiro de Investigação Científica do Patrimônio Cultural, na Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro. O encontro reuniu especialistas para debater o uso de inovações na conservação e análise de bens culturais.
O plano de modernização foca no combate ao tráfico de itens históricos e no rastreamento do acervo brasileiro. As principais mudanças na área de tecnologia incluem as seguintes medidas
- Atualização do Banco de Bens Culturais Procurados (BCP), plataforma que registra peças furtadas ou desaparecidas.
- Lançamento de um sistema inédito para inventário de bens móveis e integrados.
- Aproximação com as big techs para monitorar e controlar o comércio eletrônico irregular.
A coordenadora-geral de Autorização e Fiscalização do Iphan, Elisa Taveira, mediou uma das mesas do evento. Ela reforçou o valor de dividir experiências de pesquisa para preservar a história do país.
“A expectativa pós-evento é a ampliação de parcerias e a construção de projetos multidisciplinares que integrem diferentes áreas do conhecimento”
O museólogo Rafael Azevedo também participou dos debates no simpósio. Ele explicou que o encontro funciona como uma vitrine para mostrar como o poder público usa a tecnologia na defesa do acervo nacional.

