Músico usa inteligência artificial para roubar 40 milhões de reais de plataformas de streaming

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Como funcionava a fraude milionária no streaming

Michael Smith, um norte-americano de 53 anos, confessou na última quinta-feira ter desviado cerca de 40 milhões de reais de plataformas de áudio. Ele montou um esquema com contas automatizadas para ouvir sem parar músicas criadas por Inteligência Artificial, tirando dinheiro de artistas reais.

O Departamento de Justiça dos Estados Unidos conduziu a investigação inédita sobre o caso. O fraudador se declarou culpado por criar uma audiência invisível para lucrar com o sistema que divide o dinheiro das assinaturas de forma proporcional aos mais tocados.

O esquema funcionava de forma industrial e se dividia em três partes principais para enganar os sistemas de segurança.

  • Criação de perfis: O homem comprou e-mails e ativou cerca de 10 mil contas falsas nos aplicativos.
  • Uso de robôs: Ele usou computação em nuvem para fazer os perfis tocarem as faixas o dia inteiro durante a semana inteira.
  • Divisão de acessos: O sistema tocava cada música poucas vezes por dia para não chamar a atenção dos algoritmos de proteção.

A fábrica de músicas artificiais

Para manter o plano funcionando desde 2018, o suspeito precisava de um volume gigantesco de faixas geradas por computador. Ele fez uma parceria com uma empresa de tecnologia para receber milhares de canções por semana, material que os envolvidos chamavam de música instantânea.

O material chegava com nomes genéricos e o músico inventava títulos e perfis de artistas que não existiam. As autoridades estimam que os robôs geravam cerca de 661 mil reproduções diárias, o que garantia um pagamento contínuo superior a 1,2 milhão de dólares por ano.

Prisão e devolução do dinheiro

O esquema chegou ao fim e o responsável assinou um acordo de confissão de culpa por fraude eletrônica e conspiração. Ele aceitou devolver os mais de 8 milhões de dólares desviados ao longo dos anos.

A justiça americana marcou a leitura da sentença para o dia 29 de julho de 2026. O réu pode pegar até cinco anos de prisão em uma penitenciária federal.

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