A inteligência artificial muda o cenário da segurança digital e expõe a fraqueza dos modelos de autenticação atuais. O estudo O Estado da Identidade 2026 da empresa Prove Identity mostra um descompasso entre a forma como as empresas se protegem e a sofisticação das novas ameaças.
Os usuários identificam vídeos manipulados corretamente em apenas 40% dos casos. Essa dificuldade na verificação visual se junta ao problema da exposição de dados, já que cerca de 2,2 bilhões de identidades digitais vazaram desde 2022.
O volume de informações expostas ajuda os criminosos a agir com maior frequência. O levantamento indica que 76% das empresas notaram um aumento nos ataques e 69% percebem maior complexidade nas tentativas de fraude.
Setor financeiro e falhas na autenticação
As instituições financeiras projetam impactos diretos na abertura de contas digitais por causa das fraudes em documentos criadas por inteligência artificial. Os dados mostram que 88% dessas organizações esperam o crescimento dessas ocorrências nos próximos dois anos, mas 65% ainda não possuem estratégias completas de prevenção.
Os métodos tradicionais de segurança também apresentam falhas contra os ataques modernos. Cerca de 62% das empresas já registraram tentativas de invasão na autenticação multifator por meio de phishing, e 68% não acompanham o comportamento do usuário após o acesso inicial.
Novos modelos de verificação
A tendência do mercado aponta para a adoção de métodos que combinam múltiplos fatores de segurança. As empresas buscam substituir o uso isolado de senhas e biometria por análises mais amplas.
- Monitoramento de dados do aparelho
- Análise do comportamento do usuário
- Verificação de sinais de rede
A rapidez dos meios de pagamento digitais no mercado brasileiro aumenta a exigência por processos ágeis de validação de identidade. O desafio principal para as organizações é equilibrar a proteção do sistema com uma boa experiência da pessoa durante as transações.

