A filha da policial militar Gisele Alves Santana começa a receber uma pensão por morte no dia 8 de abril. A menina de 7 anos vai ganhar cerca de um salário mínimo e meio por mês até completar 18 anos.
A família pediu o benefício ao Instituto de Previdência do Estado de São Paulo (SPPrev) no dia 6 de março. A demora de um mês para a aprovação gerou críticas dos parentes, que apontaram diferença de tratamento em relação ao marido de Gisele.
O tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto está preso de forma preventiva desde o dia 18 de março e responde pelo assassinato da esposa. O caso foi registrado como suicídio no início, mas a investigação mudou para feminicídio após a descoberta de novas provas.
Situação do militar preso
A Polícia Militar de São Paulo confirmou a aposentadoria do oficial no Diário Oficial do Estado, garantindo a ele a ida para a reserva com um valor aproximado de R$ 20 mil por mês. O pagamento do salário como oficial da ativa foi suspenso no mesmo dia da prisão.
O coronel Henguel Ricardo Pereira, secretário executivo da Secretaria de Segurança Pública, explicou que a interrupção do pagamento ocorreu logo após a detenção. Especialistas indicam que a perda do posto e do salário seria mais direta se ele ainda estivesse na ativa.
A ida para a reserva não livra o militar de responder pelo crime na Justiça. Ele pode ser expulso da corporação e perder a patente em caso de condenação, mas a perda da aposentadoria não acontece de forma automática.

