Investimento em inteligência artificial migra de fabricantes para bancos e saúde

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Relatório aponta mudança de foco para setores financeiro e de saúde

O foco dos investimentos em inteligência artificial passa por uma transformação importante. Quem aloca capital apenas em fabricantes de hardware e semicondutores pode estar olhando para o passado, segundo uma análise recente de mercado. Embora a demanda por processamento continue alta e os investimentos em infraestrutura sigam intactos, o fluxo financeiro começa a migrar para quem utiliza a tecnologia na ponta final.

O banco UBS identifica uma passagem de bastão no mercado. A liderança de performance deve sair das empresas que viabilizam a tecnologia para aquelas que a usam para gerar caixa. A recuperação de valor agora se concentra em dois setores específicos que muitos investidores ignoram: financeiro e saúde.

Oportunidades no setor bancário

O setor financeiro se destaca como um dos maiores beneficiários da eficiência trazida pela inteligência artificial. A volatilidade recente, gerada por discussões sobre limites de juros de cartão de crédito nos Estados Unidos, é classificada como um ruído de curto prazo. A visão analítica é de que qualquer impacto regulatório seria temporário e gerenciável.

Os fundamentos atuais sugerem um cenário positivo para compra, apoiado pelos seguintes fatores:

  • Lucratividade real: Os bancos reportaram lucros fortes no quarto trimestre.
  • Negócios: Houve uma retomada robusta nas atividades de fusões e aquisições.
  • Valuation: A normalização das curvas de juros e a melhora nas margens líquidas criam potencial de valorização.

O potencial na área da saúde

O setor de saúde oferece uma mistura de defesa e crescimento acelerado. O foco se volta para quase um bilhão de pessoas que convivem com a obesidade no mundo. A performance do setor já melhorou nos últimos meses e deve ganhar novos impulsos com catalisadores clínicos previstos para este ano.

Os principais pontos de atenção para o investidor incluem:

  • Obesidade: A busca por tratamentos eficazes cria uma base sólida de expansão a longo prazo.
  • Testes clínicos: Uma série de resultados finais em oncologia e doenças metabólicas deve ser divulgada em breve.
  • Fusões e aquisições: Grandes farmacêuticas devem continuar comprando empresas menores para garantir crescimento.

A projeção do UBS aponta para o índice S&P 500 chegando a 7.700 pontos até o fim do ano. A lógica é que o tema da tecnologia não acabou, mas se expandiu para as camadas de aplicação onde o lucro é gerado pelo uso das ferramentas. O risco maior para o investidor pode ser manter o foco exclusivo nos vencedores do ciclo passado e ignorar setores descontados que iniciam sua própria escalada.

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