Diagnóstico mais rápido e acessível
Uma nova inteligência artificial desenvolvida no Centro de Excelência em Inteligência Artificial (CEIA) aprendeu a ler e interpretar o DNA brasileiro. A ferramenta tem como objetivo diminuir o tempo necessário para diagnosticar doenças genéticas e identificar problemas de saúde com mais rapidez.
O modelo computacional avalia mutações no código genético e consegue indicar graus de risco para patologias específicas. Celso Camilo, cofundador do centro, detalha o funcionamento da tecnologia. “A partir disso, a tecnologia consegue avaliar mutações no DNA, classificá-las e indicar graus de diagnóstico, associando essas alterações genéticas a possíveis patologias, como o câncer de mama”.
A meta é baixar os custos operacionais ao mudar processos e diminuir o uso de insumos caros e equipamentos complexos. Embora ainda não exista um valor final definido, a estimativa aponta para uma redução significativa que pode democratizar o acesso aos diagnósticos genéticos.
Cronograma de testes
Os pesquisadores esperam obter os primeiros resultados funcionais de classificação dentro de seis a sete meses. Após essa etapa, os testes práticos terão início no laboratório de genética da Universidade Federal de Goiás (UFG).
O treinamento inicial da IA utiliza dados de pacientes com câncer de mama. Futuramente, o sistema poderá se adaptar para identificar outros tipos de câncer e também doenças hereditárias.

