Interação controlada por ia
Pesquisadores da University of Twente divulgaram os resultados de um teste com um robô social que usa inteligência artificial para conversar com pacientes. O estudo ocorreu nos Países Baixos e foi feito em parceria com o hospital Medisch Spectrum Twente e o Politecnico di Milano.
A máquina conta com uma estrutura física equipada com rosto e expressões faciais. O objetivo do projeto foi avaliar se essa presença física ajuda na aceitação da tecnologia dentro de um ambiente hospitalar real. O sistema utiliza o modelo GPT para entender o que as pessoas dizem e responder perguntas em linguagem natural.
Segurança das informações
Uma das principais preocupações do projeto foi garantir que as respostas fossem confiáveis. A inteligência artificial não teve acesso livre à internet para buscar dados aleatórios. O robô consultou apenas sites e fontes médicas que foram previamente aprovados e validados por especialistas.
Essa restrição serviu para diminuir o risco de “alucinações”, falha comum onde a IA inventa informações falsas. O controle rigoroso das fontes foi considerado essencial para manter a segurança e a ética no atendimento aos pacientes.
Resultados iniciais
O teste prático envolveu 21 pacientes com osteoartrite e sete profissionais de saúde. Os participantes consideraram a conversa com o robô acessível e agradável. A facilidade de uso da tecnologia recebeu avaliações positivas dos dois grupos.
O pesquisador líder Jan-Willem van ’t Klooster explicou o foco do trabalho. Ele destacou que os resultados não devem ser vistos como prova de melhoria direta na qualidade do tratamento médico neste momento. A meta principal era analisar se o sistema consegue funcionar na rotina diária do hospital.
A equipe planeja realizar novos estudos no futuro. As próximas pesquisas devem investigar qual o nível de linguagem mais adequado para falar com os pacientes e como a tecnologia se comporta durante o uso por períodos mais longos.

