Mercado de fusões e aquisições no Brasil cresce 8% e supera US$ 50 bilhões

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O mercado brasileiro de fusões e aquisições deve encerrar 2025 com um crescimento de 8% e movimentar cerca de US$ 51 bilhões. Esses dados fazem parte do relatório anual da Bain & Company, que aponta o setor de Energia e Renováveis como o responsável por mais da metade do valor total dos negócios no país.

O cenário internacional mostra uma recuperação ainda mais acelerada e caminha para registrar o segundo maior nível de atividade da história. O valor total das transações globais deve ultrapassar US$ 4,9 trilhões, o que representa uma alta superior a 40% na comparação com o ano anterior.

Segmentos estratégicos puxaram essa expansão mundial, com destaque para a área de tecnologia que teve aumento de 77% em valor. A manufatura avançada cresceu 40% e os serviços financeiros subiram 57% no mesmo período.

Impacto das grandes operações

Uma nova onda de “megadeals”, que são operações acima de US$ 5 bilhões, foi responsável por cerca de 75% do crescimento das transações estratégicas. Muitas dessas compras foram feitas por empresas que não costumam adquirir outras com frequência.

Luis Frota, sócio da Bain, explica o impacto dessas movimentações no perfil das companhias.

“Em mais de 40% das operações, o valor da aquisição é equivalente ou superior à metade do tamanho da empresa compradora, ou seja, são deals transformacionais, com potencial para mudar profundamente o perfil do negócio”

Cenário no Brasil e nas Américas

O setor de Energia e Renováveis ganhou ainda mais peso no Brasil e representa 53% do valor total das negociações neste ano. O segmento de fusões estratégicas recuou levemente e somou US$ 42 bilhões, o que mostra um cenário de estabilidade no volume financeiro.

Houve também uma mudança no tipo de investimento, com o valor das transações de empresas brasileiras comprando fora do país subindo 29%. Já o número de operações acima de US$ 30 milhões caiu, o que indica uma preferência por negócios maiores e mais pontuais.

A região das Américas teve uma retomada forte com crescimento de 52% no valor das transações estratégicas. O Brasil segue como o principal mercado da América Latina em valor de negócios, ficando à frente do México.

As avaliações das empresas continuam subindo, mas ainda não atingiram os recordes vistos em 2021. O ambiente atual favorece compradores que mantêm a disciplina e buscam oportunidades em um contexto de incertezas setoriais.

Para o especialista da Bain, a combinação de grandes transações globais e estabilidade econômica pode ajudar o Brasil a crescer mais.

“Para que isso se concretize, será fundamental uma retomada mais consistente nos setores que tradicionalmente impulsionam o M&A no país, como energia e indústria. Com essa recomposição setorial, o mercado brasileiro deverá convergir para o ritmo de expansão observado no cenário internacional”

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