Jogos moldam comportamento e cultura
Os videogames deixaram de ser apenas um passatempo restrito aos consoles e computadores para influenciar diretamente o cotidiano das pessoas. A fronteira entre o mundo virtual e o real está menos visível, afetando desde o gosto musical até a estética e a forma como os jogadores se relacionam.
Dados da Pesquisa Game Brasil mostram que o consumo de jogos digitais no país está ligado a hábitos culturais como moda, música e produção de conteúdo. Esse cenário faz com que o contato com o universo dos games continue ativo mesmo nos momentos em que ninguém está jogando.
Carlos Silva, CEO da Go Gamers, destaca que o licenciamento de marcas e produções audiovisuais reforça esse comportamento.
“O estilo de vida gamer se tornou latente nos últimos anos porque o jogo também ampliou a sua presença, temos diversos licenciamentos de marcas, filmes, séries, eventos, times de eSports e etc. Tudo isso cria um ecossistema de experiência que leva o fã ou jogador a manter esse contato com jogos digitais mesmo que não esteja jogando”
Identidade visual e conexões
A estética dos jogos funciona hoje como uma forma de linguagem. Elementos visuais, como skins e personagens, permitem que usuários se expressem e sejam reconhecidos pela comunidade. No PUBG MOBILE, o acesso facilitado pelos celulares ajudou a consolidar esse fenômeno globalmente.
Lucas Brito, gerente executivo do jogo no Brasil, explica o papel das parcerias com outras franquias.
“Recentemente, colaborações como as que estão rolando agora, como Peaky Blinders e The King of Fighters, pegam elementos da cultura pop consolidados por outros motivos, transformando o PUBG MOBILE na verdadeira plataforma cultural que transcende apenas ‘o jogo’.”
A personalização de perfis e avatares gera reconhecimento até entre desconhecidos durante as partidas.
“O que a gente vê é que alguns jogadores ficam tão famosos pelas skins que eles usam, que até mesmo quando estão jogando lobbies contra outros jogadores, as pessoas reconhecem eles dentro do jogo.”
Impacto na rotina pessoal
A influência dos games atravessa a tela e chega às escolhas pessoais. Gabriel Santos, de 21 anos, relata que títulos como Sonic e Friday Night Funkin definiram os gêneros musicais que ele escuta atualmente. Ele também menciona a vontade de adotar visuais inspirados nos personagens.
“É algo que fica na cabeça”
Para o executivo da Go Gamers, esse movimento não é passageiro, pois acompanha o envelhecimento dos jogadores e a chegada de novas gerações.
“Essa experiência é consolidada, porque está presente há muitos anos e fortalece o ciclo de novos jogadores que já crescem com a cultura dos games no seu dia a dia.”

