Waymo negocia rodada de US$ 16 bilhões liderada pela Alphabet

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Investimento deve mais que dobrar a avaliação da companhia em dois anos

A Waymo está perto de fechar uma nova rodada de financiamento de US$ 16 bilhões. Esse movimento pode elevar o valor de mercado da empresa para US$ 110 bilhões, conforme informações do Financial Times. A Alphabet, controladora do Google e incubadora do projeto, deve ser responsável por mais de 75% do capital investido.

O aporte reforça a disputa entre grandes empresas de tecnologia e fundos globais pelo domínio do transporte sem motorista. A rodada deve atrair novos investidores como Dragoneer, Sequoia Capital e DST Global. Nomes que já possuem participação na empresa, como Andreessen Horowitz e o fundo soberano Mubadala, de Abu Dhabi, também devem participar.

A valorização representa um salto significativo em relação à última captação. Em uma série C realizada em 2024, a Waymo levantou US$ 5,6 bilhões com uma avaliação de US$ 45 bilhões. Se os novos números se confirmarem, o valor da companhia vai mais que dobrar em cerca de dois anos.

Expansão e desafios operacionais

A empresa já gera uma receita recorrente anual superior a US$ 350 milhões, um dado relevante para um negócio que ainda exige alto investimento. A operação geográfica também cresce, com lançamento recente em Miami e serviços já estabelecidos na Califórnia.

A companhia evitou comentar os valores financeiros, mas destacou o volume de uso da plataforma.

“Com mais de 20 milhões de viagens realizadas, estamos focados em segurança, excelência operacional e liderança tecnológica para atender à enorme demanda por mobilidade autônoma.”

O crescimento acelerado convive com problemas técnicos. Em San Francisco, uma queda de energia recente deixou diversos robotáxis parados em cruzamentos. O incidente trouxe de volta o debate sobre a resiliência dos sistemas e a necessidade de regulação mais clara.

Para o mercado, a nova rodada de investimentos sinaliza três pontos principais:

  • A monetização dos robotáxis começa a ganhar força real;
  • Grandes conglomerados aceitam financiar prejuízos iniciais para garantir posição;
  • A disputa pelo padrão dominante do setor entra em uma fase decisiva.
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