Sucessão definida na liderança da Disney
A Disney oficializou o início de sua transição de liderança, marcando a saída definitiva de Bob Iger do cargo executivo em 2026. O escolhido para assumir a posição de CEO é Josh D’Amaro, um veterano com 28 anos de empresa que atualmente comanda a divisão de parques e experiências. A mudança ocorre em um momento em que a companhia busca equilibrar seu legado centenário com novas demandas tecnológicas.
D’Amaro gerencia hoje o setor mais lucrativo do grupo, responsável por uma receita anual de US$ 36 bilhões e 185 mil colaboradores. Sua gestão abrange parques temáticos, cruzeiros e produtos licenciados. O executivo admitiu sentir a responsabilidade da nova função durante entrevista à ABC News.
“Claro que sinto o peso nos ombros. Acho que devo sentir. Mas me sinto muito feliz por estar em posição de conduzir a marca pelos próximos 100 anos”
Foco em inteligência artificial e tecnologia
A estratégia para o futuro da companhia passa diretamente pela adoção de novas tecnologias. A Disney realizou recentemente um investimento de US$ 1 bilhão na OpenAI, criadora do ChatGPT, sinalizando a intenção de usar ferramentas avançadas em suas produções. Bob Iger apontou que a visão de D’Amaro sobre inovação foi decisiva para sua escolha.
“Uma das razões pelas quais Josh foi escolhido é que eu o observei ao longo dos anos como alguém que vê a tecnologia como uma oportunidade e não como uma ameaça”
O futuro CEO reforçou que o uso de inteligência artificial não tem o objetivo de substituir o trabalho humano, mas sim de apoiar os criativos da empresa. Para ele, a tecnologia serve para potencializar o talento das pessoas que fazem a marca ser especial.
“A razão de esta empresa ser tão especial é por causa da criatividade das pessoas. A inteligência artificial é real, está aqui, e estamos abraçando isso. Ela pode potencializar nossos criativos de formas incríveis”
Legado e expansão internacional
A gestão de D’Amaro deverá manter a expansão internacional como prioridade, incluindo investimentos recentes no Oriente Médio. O executivo construiu sua carreira operando grandes complexos, como o Disneyland Resort na Califórnia e o Walt Disney World na Flórida.
Bob Iger, que retornou ao comando em 2022 para reorganizar a empresa, destacou a necessidade de respeitar o impacto cultural da marca. Ele afirmou que deixar o cargo não é uma tarefa simples, dado o envolvimento pessoal com a história da companhia.
“A Disney é uma instituição cultural que tocou centenas de milhões de pessoas por mais de 100 anos. E entender o lugar que a Disney ocupa na vida das pessoas é essencial para qualquer um que esteja nessa posição e queira levar a empresa adiante”

