Estratégias para fugir do custo extra
As maiores empresas de tecnologia dos Estados Unidos já definiram como vão evitar a nova taxa de 100 mil dólares para vistos H-1B. A cobrança foi anunciada pelo governo de Donald Trump em setembro de 2025 e tem o objetivo de dificultar a substituição de trabalhadores americanos por estrangeiros.
Informações do Wall Street Journal mostram que Amazon, Microsoft, Google e Meta pretendem priorizar contratações que não exigem o pagamento desse valor. As companhias reduziram a dependência desse programa nos últimos anos e agora focam nas seguintes opções:
- Profissionais que já possuem o visto H-1B e estão nos EUA;
- Estudantes estrangeiros formados em universidades americanas;
- Trabalhadores com outros tipos de autorização de permanência.
Impacto no mercado e startups
O governo alterou a loteria anual de 85 mil vistos para dar mais chances a quem recebe salários mais altos, o que favorece as grandes corporações com mais dinheiro em caixa. O presidente Trump autorizou que a taxa seja paga pelos novos trabalhadores H-1B a partir de 21 de setembro de 2025, com validade inicial de 12 meses.
Empresas menores de inteligência artificial e saúde relatam que não conseguem absorver esse custo adicional nem criar estruturas alternativas tão rápido. Representantes do setor afirmam que as gigantes possuem mais proteção, enquanto as startups precisam revisar seus planos de contratar gente nova ou expandir os negócios.
O programa conhecido como Optional Practical Training continua sendo uma saída para estudantes formados em áreas técnicas ficarem no país por até três anos sem a nova taxa. Outra alternativa analisada é transferir os profissionais para escritórios no exterior, mas essa mudança é considerada pouco viável para empresas que estão começando agora.

