Tecnologia amplia fiscalização de contratos
A Controladoria-Geral da União (CGU) reforçou o uso de inteligência artificial para identificar falhas e evitar desperdícios em compras públicas. O ministro Vinícius Marques de Carvalho destacou nesta quinta-feira (12) que o sistema atua tanto no combate à corrupção quanto na correção de erros de gestão.
O governo utiliza uma assistente virtual chamada Alice, que significa Analisador de Licitações, Contratos e Editais. A ferramenta realiza a leitura automática diária de documentos e processos de compras para encontrar inconsistências.
O software classifica os riscos através de alertas visuais em cores como verde, amarelo ou vermelho. Quando o sistema aponta um risco elevado, os auditores humanos entram em ação para analisar o caso detalhadamente.
A inteligência artificial cruza dados de diversas fontes oficiais:
- Portal Compras.gov.br;
- Sistemas de licitações do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal;
- Publicações de dispensas e inexigibilidades no Diário Oficial da União.
Essa tecnologia deu suporte a 388 das mais de 600 auditorias feitas no ano passado. Para o ministro, a ferramenta permite agir antes que o problema ocorra, seja por má-fé ou editais malfeitos.
“As pessoas pensam duas vezes antes de tentar fraudar, porque sabem que há mecanismos capazes de identificar o problema”
Canal digital bate recorde de acessos
O sistema de ouvidoria Fala.BR também registrou crescimento expressivo no volume de dados processados. A plataforma recebeu cerca de 1,4 milhão de manifestações em 2025, o que representa uma alta superior a 30% na comparação com 2024.
Essas informações ajudam o governo a encontrar padrões de erros em serviços públicos. O ministro explicou como isso agiliza as correções necessárias.
“Conseguimos perceber, por meio das manifestações, eventuais problemas sistêmicos em determinados serviços. Isso nos permite agir com mais rapidez”

