Crescimento das ameaças digitais preocupa especialistas em segurança
O volume de ciberataques contra organizações em Portugal disparou no início deste ano e já ultrapassa os índices globais. Um levantamento da Check Point Research aponta que as empresas portuguesas sofreram uma média de 2.110 tentativas de invasão por semana em janeiro.
Esse número representa um crescimento de 12% na comparação com o mesmo período do ano anterior. O cenário coloca o país acima da média mundial, que registrou cerca de 2.090 incidentes semanais por organização.
A adoção rápida e sem regras de ferramentas de Inteligência Artificial Generativa (GenAI) aparece como um dos principais motivos para essa escalada. O relatório aponta falhas graves na proteção de dados corporativos:
- 93% das empresas que usam GenAI enfrentaram riscos de exposição de informações;
- Um em cada 30 comandos enviados em redes corporativas gerou risco de vazamento de dados sensíveis, como códigos ou dados de clientes;
- As organizações utilizam cerca de 10 ferramentas de IA diferentes por mês, muitas vezes sem controle oficial.
O setor de educação continua sendo o alvo preferido dos criminosos, seguido pela administração pública e serviços financeiros. O ransomware, tipo de vírus que bloqueia o acesso aos arquivos e exige pagamento, teve um aumento de 10% nos casos relatados.
Rui Duro, gerente da Check Point Software para Portugal, reforça a necessidade de defesas mais modernas e preventivas. “Os dados de janeiro mostram que os ataques cibernéticos não estão apenas a aumentar, estão também a tornar-se mais sofisticados e oportunistas.”
A América do Norte concentra a maior parte dos casos globais de ransomware, com os Estados Unidos liderando a lista de vítimas com quase metade dos registros. A Europa aparece na sequência, respondendo por 24% dos incidentes conhecidos.

