Lula defende regulação rígida da inteligência artificial em entrevista na Índia

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Controle global e proteção social

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu a criação de normas severas para o uso da inteligência artificial durante sua passagem por Nova Délhi nesta sexta-feira. Ele argumentou que o controle dessa tecnologia deve ficar a cargo de uma organização multilateral com o peso das Nações Unidas.

“Tem que ter uma regulamentação rígida. É por isso que nós achamos que essa regulação tem que ser feita numa instituição multilateral que tenha o tamanho das Nações Unidas. E ela tem que ser regulada para proteger, sobretudo, crianças, adolescentes e mulheres.”

O mandatário brasileiro destacou a relevância da ferramenta para a humanidade em entrevista à India Today TV, mas alertou sobre a necessidade de ela servir à melhoria da vida das pessoas e não substituir a mão de obra humana. A preocupação central envolve o domínio da tecnologia por poucas empresas ou indivíduos.

“Nós não podemos permitir que a inteligência artificial possua um dono ou dois donos. Quem tem que assumir a inteligência artificial é a sociedade.”

O presidente também comentou sobre a resistência das grandes empresas de tecnologia em aceitar normas externas. Ele vê riscos sérios caso a sociedade perca o controle sobre o desenvolvimento dessas ferramentas.

“Obviamente que você tem dois ou três donos de plataforma que não querem que haja nenhuma regulação. Mas se a gente não fizer uma regulação e a gente perder o controle, o que eu acho que não será bom para a humanidade.”

Uso da tecnologia na saúde pública

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, também cumpriu agenda na Índia e apresentou planos para integrar a inteligência artificial ao Sistema Único de Saúde. A intenção é transformar o Brasil em uma região prioritária para o desenvolvimento de soluções digitais voltadas ao cuidado humano e cooperação global.

“O Brasil quer se posicionar como uma região prioritária para o desenvolvimento de uma inteligência artificial em saúde que cuide das pessoas, promova a cooperação global e impulsione o progresso econômico, tecnológico e social.”

Ferramentas tecnológicas já auxiliam o sistema público brasileiro em diversas frentes operacionais e clínicas. O ministro citou exemplos práticos que já estão em funcionamento no país:

  • Sistemas para prevenção de surtos de dengue e síndromes respiratórias;
  • Ferramentas para acelerar diagnósticos por imagem;
  • Soluções para organizar filas de consultas e cirurgias.

Padilha reforçou que o foco é usar a inovação para qualificar o atendimento e ampliar o acesso, sem dispensar o profissional de saúde. Ele defendeu uma tecnologia soberana para os países do Sul Global.

“A saúde é um tema essencial para uma inteligência artificial centrada nas pessoas. A tecnologia deve servir à humanidade e fortalecer sistemas públicos como o SUS.”

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