Decisão judicial e tecnologia puxam índices
Wall Street apresentou uma reação consistente nos últimos quatro pregões após semanas de pressão. O Nasdaq subiu 1,9% e encerrou uma sequência de cinco semanas de perdas, impulsionado por grandes nomes da tecnologia.
O S&P 500 também teve desempenho positivo e avançou 1,1% na semana encurtada por feriado. Esse movimento quebrou dois períodos consecutivos de queda do índice.
Três fatores foram determinantes para essa mudança de cenário. O mercado reagiu a decisões da Suprema Corte, ao fortalecimento da tese de inteligência artificial e a movimentações no crédito privado.
Alívio nas tarifas de importação
A Suprema Corte dos EUA derrubou a maior parte da política de tarifas emergenciais do presidente Donald Trump por 6 votos a 3. O tribunal avaliou que a legislação citada não permitia taxas dessa magnitude.
O S&P 500 subiu 0,7% logo no dia do anúncio. A decisão beneficiou empresas voltadas ao consumidor que sofriam com o aumento dos custos de importação.
Investidores ainda monitoram a possibilidade de novas tarifas por outras vias legais. A Nike projetava impacto bilionário e chegou a subir, mas fechou com leve queda de 0,3%.
Outras companhias sensíveis ao cenário tarifário também estiveram no radar. O grupo inclui nomes como Costco, Procter & Gamble e Amazon.
Retomada das big techs
O segundo vetor de alta foi o desempenho das gigantes de tecnologia. A Meta informou que usará milhões de chips da Nvidia em seus data centers, o que valorizou as ações das duas empresas.
A Meta acumulou alta de 2,5% na semana e a Nvidia avançou 3,8%. A Amazon subiu 5,6% após documentos indicarem que o fundo de Bill Ackman aumentou sua posição na companhia.
A Alphabet reverteu perdas recentes e fechou a semana com alta de 3%. O fluxo de capital voltou para a tecnologia de grande valor de mercado após semanas de correção.
Oscilação no crédito privado
O mercado de crédito privado gerou turbulência e foi o ponto de atenção negativo. A Blue Owl Capital caiu quase 6% ao restringir permanentemente resgates em seu fundo de dívida para o varejo.
Gestoras importantes sentiram o impacto e recuaram forte. A Ares Management caiu 8% e a Blackstone perdeu 6,6%, ficando entre os piores desempenhos do setor financeiro.
Os grandes bancos tradicionais ficaram protegidos desse ruído e terminaram no azul. O Wells Fargo avançou 2%, o Goldman Sachs subiu 1,9% e o Capital One teve ganho de 0,5%.

