Justiça eleitoral endurece regras para uso de inteligência artificial e proíbe deepfakes

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Regras exigem aviso claro ao eleitor

O uso de inteligência artificial nas campanhas eleitorais passou a ter controle rigoroso das autoridades brasileiras. O Tribunal Superior Eleitoral permite o uso da tecnologia, mas impõe uma condição obrigatória de transparência. Qualquer material criado ou modificado por IA precisa ter um alerta visível para quem recebe a mensagem.

A falta desse aviso pode configurar irregularidade na campanha. A legislação atual já considera o abuso de poder e o uso indevido dos meios de comunicação quando há criação de conteúdos falsos ou tirados de contexto, inclusive com ferramentas digitais.

Deepfakes são proibidos e geram punição

As normas mais recentes vetam totalmente o uso de deepfakes. Essa técnica usa inteligência artificial para manipular rostos e vozes, simulando falas ou ações que nunca aconteceram. O objetivo é enganar o eleitor fazendo parecer que um candidato ou pessoa pública fez algo real.

Quem utilizar esse tipo de material manipulado enfrenta consequências pesadas na Justiça Eleitoral:

  • Multas eleitorais;
  • Remoção imediata do conteúdo;
  • Inelegibilidade do candidato;
  • Perda do registro da candidatura ou do mandato.

Existe uma discussão interna no tribunal para deixar as penalidades ainda mais duras. A intenção é criar multas específicas para casos que envolvam fake news geradas por IA.

Responsabilidade atinge criadores e plataformas

A punição não fica restrita apenas aos políticos e partidos envolvidos na disputa. A Justiça ampliou a responsabilização para toda a cadeia que participa da divulgação digital. Podem ser punidos:

  • Criadores do material falso;
  • Pessoas que pagam para impulsionar o conteúdo;
  • Plataformas digitais em situações específicas.

O Brasil aparece como referência internacional na criação dessas regras, mas a velocidade com que as notícias falsas se espalham ainda é um problema técnico difícil de resolver. O sistema eleitoral busca atuar junto com as grandes empresas de tecnologia para diminuir o impacto no voto.

Casos anteriores e novas leis

Projetos de lei como o PL 2630/2020 e o PL 2338/2023 tramitam no legislativo para aumentar a segurança digital e definir diretrizes éticas. Já existem precedentes de punição severa no país. O caso do deputado Fernando Francischini serviu de exemplo ao resultar na perda de mandato por espalhar desinformação sobre as urnas.

Visão jurídica sobre o tema

O advogado Danúbio Remy, especialista em Direito Público e Eleitoral, avalia que o cenário mostra um fechamento do cerco contra essas práticas.

“A utilização indevida da inteligência artificial no contexto eleitoral representa uma ameaça direta à lisura do processo democrático. A Justiça Eleitoral brasileira já sinaliza tolerância zero com práticas que possam manipular a vontade do eleitor, e as sanções tendem a se tornar cada vez mais severas.”

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