Investidores americanos retiram dinheiro de big techs e buscam ações no exterior

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Fuga de capitais recorde

Investidores que moram nos Estados Unidos estão tirando dinheiro do mercado de ações local no ritmo mais rápido registrado nos últimos 16 anos. A movimentação acontece porque o retorno financeiro das grandes empresas de tecnologia, as chamadas big techs, está diminuindo e outros países parecem mais atraentes agora.

Dados da LSEG/Lipper mostram que cerca de US$ 75 bilhões saíram de produtos de ações americanas nos últimos seis meses. Apenas no começo de 2026 foram retirados US$ 52 bilhões, o que representa o maior volume para as primeiras oito semanas do ano desde pelo menos 2010.

Essa mudança marca um afastamento da estratégia de concentrar investimentos na América, que funcionou bem desde 2009. Embora a inteligência artificial tenha ajudado a bater recordes no passado, os custos altos e os riscos dessa tecnologia fizeram o interesse pelas ações de Wall Street diminuir recentemente.

Destinos do dinheiro

O dinheiro retirado dos EUA está indo para mercados emergentes na velocidade mais rápida em cinco anos. A Coreia do Sul recebeu a maior parte com US$ 2,8 bilhões, seguida pelo Brasil que atraiu US$ 1,2 bilhão neste ano.

O chefe de estratégia de ações europeias do UBS comentou sobre as conversas recentes que teve com a área de gestão de patrimônio nos Estados Unidos. “Todos estão falando em investir mais no exterior porque, no final do ano, eles olharam para o desempenho dos mercados estrangeiros em dólares e pensaram: uau, estou perdendo essa oportunidade.”

Preço alto das ações americanas

As ações nos Estados Unidos ainda custam muito mais caro do que em outros lugares do mundo quando se compara o preço com o lucro das empresas. O índice S&P 500 é negociado por cerca de 21,8 vezes os lucros esperados, enquanto na Europa esse número é de 15 vezes e na China fica em 13,5 vezes.

A estrategista global de investimentos da Nuveen explica que existe uma rotação global saindo de tecnologia para ações de valor. “Cada vez mais estamos vendo investidores americanos olharem para o cenário global sob uma perspectiva de valuation.”

Setores tradicionais como bancos europeus subiram 67% no ano passado e continuam em alta em 2026. Desde a posse de Donald Trump em janeiro do ano passado, quase US$ 7 bilhões entraram em produtos de ações da Europa vindos de investidores americanos.

O consultor de portfólio da Carmignac observa que esse movimento de fluxo de capital se acelerou desde meados de 2025. “Se eu estiver adotando uma visão de muito longo prazo, é, talvez, essa ideia de uma grande rotação global.”

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