Posicionamento de marca muda com avanço da inteligência artificial

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Branding semântico ganha espaço nas decisões de compra

A forma como consumidores decidem o que comprar está mudando rapidamente com o uso de inteligência artificial. Buscadores tradicionais dão lugar a ferramentas conversacionais que exigem das empresas uma nova abordagem chamada branding semântico. O modelo clássico de posicionamento defendia que uma marca deveria ser dona de uma palavra na mente do cliente, como a Volvo é associada a segurança.

As IAs generativas não funcionam com essa limitação de memória humana. Elas conseguem processar milhares de características ao mesmo tempo e não pensam em categorias fixas. Quando um usuário pede uma recomendação específica, o modelo cria um agrupamento personalizado naquele momento. A competição deixa de ser por um território estático e passa a ser pela associação correta com os atributos que o cliente busca.

Como adaptar a marca para os robôs

A recomendação atual é que as empresas deixem de tentar ser donas de uma única categoria para dominarem uma constelação de atributos. É indicado identificar cerca de oito características principais que estejam alinhadas com as necessidades do público-alvo. Esses termos precisam ser específicos para diferenciar o produto, mas amplos o bastante para aparecerem nas buscas.

Uma maneira simples de verificar a situação atual é perguntar diretamente às ferramentas de IA. O gestor pode pedir para plataformas como ChatGPT, Claude ou Gemini avaliarem a marca em relação a um atributo específico com uma nota de zero a cem. Pontuações baixas indicam que o modelo não faz a conexão desejada, enquanto notas altas sugerem uma propriedade semântica forte.

Páginas institucionais ganham relevância

O conteúdo do site oficial da empresa passou a ter um peso maior na forma como as recomendações são geradas. Equipes de marketing costumavam focar apenas em redes sociais e blogs, deixando de lado as seções técnicas. Agora, páginas de produto e a seção “Sobre nós” são fundamentais para treinar os modelos de linguagem.

Textos corporativos vazios ou fichas técnicas genéricas representam oportunidades perdidas. Cada página sob controle da marca deve reforçar os atributos escolhidos de forma clara. A percepção da marca agora passa primeiro pelo filtro da inteligência artificial, que decide se vai ou não recomendá-la antes mesmo de o consumidor ter contato com o produto.

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