Aumento da exposição de dados corporativos
A rápida adoção de ferramentas de inteligência artificial generativa no ambiente de trabalho criou novos caminhos para o vazamento de informações sigilosas. Um relatório referente a janeiro de 2026 aponta que um em cada 30 comandos enviados a partir de redes corporativas apresentou risco significativo de exposição de dados. Esse cenário impactou 93% das organizações que utilizam essas tecnologias no dia a dia.
Muitos desses comandos continham materiais sensíveis como documentos internos, dados pessoais, informações de clientes e códigos-fonte de softwares proprietários. As empresas utilizaram uma média de dez ferramentas diferentes de IA por mês. Grande parte desses programas opera sem gerenciamento oficial ou regras de governança claras, o que facilita o vazamento acidental e a ação de criminosos.
Crescimento dos ataques cibernéticos
O volume de ameaças digitais continua em escalada global e atingiu uma média de 2.090 ataques por semana para cada organização em janeiro. Esse número representa um aumento de 17% em relação ao ano anterior. O gerente de pesquisa de dados da Check Point Research, Omer Dembinsky, analisa o refinamento das ações criminosas.
“Os operadores de ransomware têm acelerado suas campanhas, enquanto o uso não controlado de IA generativa está abrindo novos pontos cegos às organizações. A prevenção em primeiro lugar, com proteção em tempo real impulsionada por IA, é a única forma eficaz de interromper ataques antes que causem danos operacionais ou financeiros.”
Brasil lidera crescimento na região
O Brasil registrou o maior percentual de aumento de ataques cibernéticos na América Latina. As organizações no país enfrentaram uma média de 3.685 ataques semanais, o que significa um salto de 55% na comparação com o mesmo período do ano passado. Regionalmente, a América Latina teve os maiores volumes de incidentes do mundo, com média superior a 3 mil ataques por semana.
Setores mais visados e ransomware
O setor de educação permaneceu como o alvo principal dos criminosos em todo o mundo e registrou média de 4.364 ataques semanais por instituição. Os órgãos governamentais ocuparam a segunda posição, seguidos pelo setor de telecomunicações, que sofreu com o interesse crescente em infraestruturas de conectividade.
Os casos de ransomware, que envolvem o sequestro de dados mediante pagamento de resgate, cresceram 10% no período. A América do Norte concentrou mais da metade de todos os incidentes conhecidos desse tipo. Os grupos criminosos Qilin, LockBit e Akira foram os principais responsáveis pelas atividades registradas no mês.

