Regulamentação e impacto no ensino
O Conselho Nacional de Educação (CNE) deve estabelecer a partir de março as novas diretrizes para o uso de inteligência artificial em ambientes escolares e acadêmicos. Uma comissão especial analisa o tema e discute proibir o uso da tecnologia para corrigir questões de provas sem a supervisão direta de um professor.
As mudanças propostas também afetam a grade curricular das faculdades. A intenção é que todos os cursos de ensino superior passem a incluir temas relacionados à inteligência artificial em suas atividades obrigatórias.
Adaptação dos professores e uso prático
Profissionais da educação buscam integrar a tecnologia na rotina dos alunos com critérios definidos para não prejudicar o aprendizado. Para Paulo Tomazinho, membro do Conselho de Inovação do Sinepe/PR, o mais importante é entender o esforço mental que o estudante faz ao utilizar a ferramenta.
O especialista defende que a automação de certas tarefas libera o docente para focar no contato humano. “Usando IA, o professor compra tempo para fazer o que nenhuma tecnologia consegue fazer: a mediação pedagógica, a presença, o exemplo humano”.
Diferença entre prompts e agentes
O uso avançado da tecnologia vai além de apenas digitar perguntas em um chat. O professor Luiz Pinheiro, da Universidade Positivo, explica que o conhecimento específico sobre um assunto ajuda a criar comandos melhores e destaca a relevância de criar “agentes”.
Esses agentes são sistemas de software autônomos que usam IA para planejar e executar tarefas complexas sem precisar de supervisão constante. “Se você souber de áreas específicas, seu prompt tende a ser melhor… Existe toda uma ciência por trás de um prompt, e quando você sai de um nível de operacional e vai para um nível maior, é a criação de agentes”.

