SoftBank foca no longo prazo e ignora ciclos políticos para investir

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Visão de longo prazo na tecnologia

A estratégia de investimentos do SoftBank na América Latina prioriza horizontes de duas décadas e deixa de lado as oscilações do cenário político momentâneo. Quem lidera a operação regional é Alex Szapiro, braço direito de Masayoshi Son, que reforça a necessidade de ignorar a macroeconomia de curto prazo para encontrar boas oportunidades no setor de tecnologia.

“Nosso horizonte é de vinte anos. Se você se prende a ciclos políticos, não investe. Essa visão pragmática é parte da cultura do fundador.”

Aposta alta em inteligência artificial

O atual foco do grupo está voltado para a inteligência artificial, embora o mercado brasileiro ainda esteja em fase de amadurecimento para receber os aportes robustos do fundo. Os cheques costumam variar entre 30 milhões e 50 milhões de dólares, o que exige que as companhias tenham maior porte e estrutura consolidada para justificar o investimento.

“Ainda é cedo. Considerando o tamanho dos nossos cheques, ficaríamos com 30% a 40% dessas companhias, mas precisaríamos esperar as ferramentas de IA amadurecerem. Levaria muito tempo.”

Aplicação prática de dados no Brasil

O Brasil se destaca na camada de aplicação da tecnologia, já que o país está fora da cadeia global de produção de microchips e infraestrutura pesada. A vantagem competitiva local reside no uso inteligente de bases de dados proprietárias para treinar sistemas e melhorar a interação com clientes, como ocorre em plataformas de atendimento automatizado.

“Empresas com base de dados proprietária têm vantagem competitiva… A vantagem da Blip é que a empresa, com a quantidade de dados que possui, tem uma visibilidade de certos negócios que nem os próprios clientes têm.”

Candidatas a abertura de capital

O fundo mantém o interesse em empresas no estágio de crescimento, geralmente com cinco a oito anos de operação e modelos de negócio estruturados. Algumas companhias do portfólio já apresentam governança e tamanho adequados para uma eventual oferta inicial de ações (IPO) na bolsa brasileira ou americana.

As empresas citadas como maduras incluem:

  • Quinto Andar
  • Unico
  • Petlove
  • MadeiraMadeira
  • Blip
  • Jusbrasil

Movimentações de mercado e vendas

O SoftBank realizou vendas recentes de participações em empresas como Banco Inter e WeWork Brasil. A redução da fatia no banco digital serviu para realizar lucros após a valorização do ativo, enquanto a saída do espaço de coworking acompanhou uma reestruturação global da marca.

“Após cinco ou seis anos de investimento, vendemos um pouquinho para trazer retorno ao fundo. O ativo valorizou muito e pensamos que fazia sentido. Mas seguimos como maiores acionistas, só atrás da família Menin.”

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