Hackers pró-Irã formam aliança para atacar Israel e Estados Unidos

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Mais de 20 grupos digitais se uniram na ofensiva

Uma coalizão de hackers alinhados ao Irã começou uma série de ataques contra sistemas de Israel e dos Estados Unidos neste sábado (28). A mobilização ocorre logo após uma ação militar conjunta dos dois países contra o território iraniano, confirmada pelo presidente americano Donald Trump.

Os grupos buscam atingir infraestruturas críticas e derrubar páginas na internet. O site de notícias Israel News saiu do ar depois de um ataque de negação de serviço (DDoS) realizado pelo grupo RipperSec. Outros domínios que teriam sido afetados incluem as empresas B Communications Ltd e Israel Bonds.

O Handala Group usou as redes sociais para emitir alertas sobre a operação. “O começo de ciberataques massivos nas próximas horas. Não temos limites para os traidores da região. Preparem-se para a destruição da sua infraestrutura”.

Chamado geral e sistemas industriais

Um canal no Telegram chamado “Cyber Islamic Resistance” pediu a mobilização de todos os hackativistas e cibercriminosos. Eles afirmam que existe uma falha no aplicativo do Comando da Defesa Civil de Israel, mas essa informação ainda não foi verificada.

Entre os mais de 20 grupos envolvidos estão o APT Iran, Cyber Fattha e o Cyb3rDrag0nzz. Este último também divulgou um comunicado sobre sua participação.

“Anunciamos a adesão da equipe Cyb3rDrag0nzz à Sala de Operações Eletrônicas do Eixo da Resistência Islâmica. Nossos irmãos aprenderam a verdade sobre os americanos e os israelenses, e agora estão nas linhas de frente da grande batalha. Como prometemos a vocês, nós os esmagaremos e daremos fim aos anos de colonialismo americano e sionista na região”.

O grupo FAD Team alegou ter atacado sistemas SCADA. Essas plataformas são fundamentais para grandes infraestruturas, pois automatizam processos industriais e fazem monitoramento em tempo real.

Aplicativo religioso hackeado

Em resposta aos conflitos, o aplicativo islâmico BadeSaba Calendar sofreu uma invasão na manhã deste sábado. O app possui mais de cinco milhões de downloads na Google Play Store.

Usuários no Irã receberam notificações que pediam a rendição popular e incentivavam militares a se juntarem às forças de libertação. “As forças repressivas do regime pagarão por seus atos cruéis e impiedosos contra o povo inocente do Irã. Qualquer pessoa que se unir na defesa e proteção da nação iraniana receberá anistia e perdão”.

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