OpenAI fecha contrato de US$ 200 milhões com o Pentágono após recusa da Anthropic

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Divergência sobre privacidade motivou troca de fornecedor

A OpenAI assinou um contrato de US$ 200 milhões com o Departamento de Defesa dos Estados Unidos para fornecer inteligência artificial voltada à vigilância. O acordo foi fechado logo após o fracasso das negociações com a Anthropic, que não aceitou os termos exigidos pelo governo.

O ponto central da discórdia envolve o monitoramento de cidadãos americanos. Enquanto a Anthropic priorizou restrições éticas sobre a vigilância doméstica, a OpenAI aceitou as condições governamentais para integrar seus modelos de linguagem à infraestrutura de defesa.

Anthropic rejeita uso irrestrito de dados

As conversas entre a Anthropic e o Pentágono terminaram minutos antes do prazo final estabelecido pelo Secretário de Defesa, Pete Hegseth. A startup se recusou a permitir o uso livre de suas ferramentas para vigilância interna, pois isso violaria suas políticas de segurança e ética de dados pessoais.

O CEO da Anthropic, Dario Amodei, argumentou que a tecnologia atual não tem confiabilidade suficiente para operações militares letais sem supervisão humana. Essa resistência gerou atrito direto com a cúpula do governo e encerrou o diálogo na última sexta-feira (28).

O governo federal reagiu ao fim da parceria e designou a Anthropic como um risco à cadeia de suprimentos. O presidente Donald Trump ordenou que agências federais suspendessem o uso das tecnologias da empresa logo após o colapso do acordo.

OpenAI muda regras e ocupa espaço

Sam Altman, CEO da OpenAI, anunciou o acerto com o Departamento de Defesa pouco depois do recuo da concorrente. A empresa concordou com cláusulas que permitem a utilização de seus sistemas para análise de dados de vigilância e processamento massivo de informações de inteligência.

A companhia já havia alterado suas políticas de uso anteriormente ao remover a proibição explícita de aplicações para fins militares e bélicos. Essa mudança facilitou juridicamente a assinatura do contrato e o uso de modelos avançados como o GPT-4 pelo Pentágono.

Altman defendeu a posição da empresa e afirmou que o objetivo é fornecer tecnologia de ponta, sem opinar sobre a legalidade de ações militares específicas. O movimento consolida a OpenAI como a principal fornecedora de IA generativa para a defesa dos Estados Unidos.

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