Oportunidade para startups de base científica
O CTI Renato Archer lançou novos editais para empresas que atuam com saúde avançada e indústria 4.0. A unidade de pesquisa do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) oferece vagas de incubação, pré-incubação e residência no parque tecnológico CTI-TEC, localizado em Campinas.
As inscrições ficam abertas de forma contínua e são geridas pela Fundação de Desenvolvimento da Pesquisa do Agronegócio (Fundepag). Os interessados encontram no site da instituição os detalhes sobre as fases da seleção e os critérios usados para avaliar os candidatos.
Diferenças entre as modalidades
Os programas de incubação e pré-incubação têm como alvo as “deep techs”, que são negócios focados em resolver problemas complexos com base em ciência e pesquisa. A coordenação do parque explica que a incubação serve para quem precisa montar um laboratório próprio, enquanto a pré-incubação é para projetos iniciais que usam espaço compartilhado.
O objetivo central é destravar o crescimento técnico das empresas. “O foco principal do edital é a aceleração técnica, oferecendo suporte especializado para a superação de desafios ou gargalos tecnológicos que impactem o desenvolvimento da solução, a validação de mercado e a evolução do nível de prontidão tecnológica.”
O programa oferece uma série de recursos para os selecionados:
- Apoio técnico da equipe do CTI Renato Archer;
- Acesso a laboratórios abertos e infraestrutura de pesquisa;
- Mentorias especializadas;
- Acompanhamento sistemático do desempenho tecnológico.
Residência e estrutura
O edital de residência empresarial foca na ocupação de espaços físicos e na inserção em um ambiente colaborativo. As empresas podem acessar módulos privativos ou posições em coworking, além de usar salas de reunião, estúdio de gravação e estacionamento.
Um exemplo prático é a BrainyAI, startup de neurotecnologia selecionada para a pré-incubação de 2025 com o objetivo de melhorar exames de eletroencefalograma. O fundador Albert Lehi aponta que o suporte ajudou a estruturar os próximos passos da companhia.
Ele destaca a importância de testar a solução no ambiente adequado. “A ideia surgiu porque eu via que muita gente esbarra em qualidade de sinal, ruído e falta de consistência nas sessões. A partir disso eu comecei a estudar, conversar com pessoas da área e ir montando a solução aos poucos, testando e ajustando até chegar no formato atual.”
O CTI Renato Archer atua desde 1982 em parceria com o setor privado e acadêmico. As pesquisas da unidade se concentram em quatro eixos principais: indústria 4.0, saúde avançada, tecnologias habilitadoras e governo digital.

